Política

PL fecha questão a favor de cassação

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A presidente da executiva municipal do PL, Silvia Azambuja, anunciou ontem, logo após reunião com lideranças da legenda, que o partido fechou questão a favor da cassação dos mandatos dos vereadores Walter Costa (PPS), Roberto Bueno (PTB), Osvaldo Paquito (PPS) e José Humberto Santana (PV).

Segundo ela, o vereador Pastor Luiz - único representante do PL na Câmara Municipal - concordou com a decisão. Pastor Luiz, porém, não participará da votação final dos processos abertos contra Walter, Bueno e Paquito. Ele faz parte da Mesa Diretora do Legislativo, responsável pela formalização das denúncias.

“A decisão foi unânime”, informou a dirigente partidária. Na avaliação dela, as denúncias de irregularidades envolvendo os quatro parlamentares são graves. “O PL não pode se omitir. Decidimos fazer a reunião sobre o assunto para tirarmos um posicionamento. E todos foram unânimes: os vereadores devem ser cassados”, anunciou.

Amanhã, a Comissão Processante (CP) instalada para apurar denúncias contra Bueno vai se reunir para anunciar o resultado do parecer da defesa prévia protocolada por escrito pelo parlamentar na última quinta-feira. O relator do processo é o vereador Edmundo Albuquerque (PPS).

Candidatura

Além da crise institucional da Câmara Municipal, as lideranças do PL também iniciaram as discussões das eleições municipais do ano que vem. Ficou previamente acordado que o partido deverá lançar candidatura própria à prefeitura, já que será estabelecida a instituição de eleições em dois turnos.

“O PL é um partido em crescimento. O vice-presidente da República, José Alencar, é a nossa vitrine. Temos 36 deputados federais e mais três senadores. São números significativos e de expressão”, diz Silvia.

Segundo ela, a filiação do deputado federal Milton Monti, de São Manuel, ao PL abre as portas ao parlamentar para uma futura disputa do governo do Estado. “Vamos trabalhar para isso. Milton Monti é um nome de peso”, elogia.

A dirigente lembra que seu partido detém cerca de três minutos de espaço na televisão. “Esse tempo, por exemplo, é maior que o do PPS”, aponta.

Embora as lideranças locais do PL tenham decidido por lançar candidatura própria a prefeito, Silvia explica que nada impede a formalização de alianças. “Não podemos descartar a posibilidade de deixar de ser cabeça de chapa para formar uma ampla coligação ainda no primeiro turno”, analisa.

Ela e as demais lideranças da legenda avaliam que o vereador Pastor Luiz é um bom nome para a disputa. “Não devemos esquecer que ele teve quase 4 mil votos nas eleições municipais passadas. É um forte pré-candidato à prefeitura. Tem potencial para isso”, elogia.

A reunião serviu, ainda, para discutir nomes que vão disputar a Câmara Municipal no ano que vem. O partido já tem cadastrado cerca de 15 nomes de pessoas que já manifestaram o interesse em participar da concorrida eleição ao Poder Legislativo.

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