O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, afirmou ontem, em Bauru, ser imprescindível para o País que as empresas - principalmente as de pequeno e médio porte - invistam nas exportações.
A afirmação do secretário vem acompanhada de uma constatação positiva feita pelo Banco do Brasil (BB), de que tem aumentado o número de pequenas empresas em busca do Proex - programa de apoio para financiamento às exportações criado pelo governo federal e operacionalizado pelo banco.
â€œÉ imprescindível para o País que as empresas exportem mais. O Brasil possui um total de 4 milhões de empresas registradas e somente 17 mil exportam volumes significativos. A entrada de dólares no País é muito importante, principalmente nesse momentoâ€, afirma Ramalho.
Na região de Bauru, a “lição de casa†passada pelo secretário - que representou o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, durante o 56.º Encontro de Comércio Exterior (Encomex) - parece já estar sendo seguida.
De acordo com o gerente de negócios internacionais do BB em Bauru, Wagner Meluci, de janeiro deste ano até o momento, a procura pelo Proex na região já superou em cerca de 30% a quantidade registrada no mesmo período do ano passado.
“Apesar de divulgarmos o programa há bastante tempo, acredito que agora os empresários estão percebendo o quanto o Proex se configura numa ferramenta importante para alavancar as vendasâ€, observa Meluci. Na região abrangida pelo BB estão 27 agências, sendo cinco em Bauru.
Segundo o gerente de negócios internacionais do banco, indústrias de piso cerâmico instaladas na região têm se destacado entre as que estão utilizando o Proex. Mas de uma forma geral, os números se espalham entre empresários de setores diversos.
As garantias exigidas pelo programa são para o importador dos produtos. O prazo para o cliente pagar o financiamento é de 60 dias a dez anos, dependendo do valor contratado. “Todas as empresas podem ter acesso ao Proexâ€, enfatiza Meluci.
Orçamento
O secretário de Comércio Exterior afirma que o orçamento do Proex para 2003 é da ordem de R$ 2 bilhões. â€œÉ claro que com o crescimento das exportações, fato que vem sendo verificado desde o início do ano, a demanda por financiamento será cada vez maior. Mas acredito que o acesso de pequenos e médios empresários a financiamentos ficará cada vez mais fácilâ€, diz Ramalho.
Sobre isso, além das linhas oferecidas pelo Banco do Brasil o secretário também afirma que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também tem aumentado seu apoio às exportações, tanto no pré quanto no pós-embarque de mercadorias brasileiras ao mercado externo.
Para micro, pequenas e médias empresas conquistarem o mercado externo, o secretário de Comércio Exterior também cita como alternativa “importantíssima†os consórcios formados por empresários de um mesmo ramo.
Durante o Encomex, o secretário destacou a necessidade de aumentar o número de países clientes do Brasil.
“As empresas brasileiras têm muito potencial para exportar e para conquistar mercados ainda não explorados. A variedade de produtos fabricados aqui é enorme e existem muitas portas a serem abertas no Exterior. Hoje, 25 produtos representam metade de toda a pauta de exportações no Paísâ€, destaca Ramalho.
Ele cita a região de Bauru como grande exemplo de empresas bem-sucedidas na área de exportação. “O potencial desta região é enorme e espero que o Encomex abra portas para muitos empresários que desejam colocar seus produtos em outros paísesâ€, pontua.