A direção mundial da Volkswagen quer transformar a filial brasileira em uma grande base exportadora de veículos. O futuro das atividades da marca no País vai depender das condições de competitividade para ganhar mercados externos, inclusive o europeu.
O recado foi dado pelo presidente mundial da montadora, Bernd Pischetsrieder, que participou, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, da festa em comemoração aos 50 anos da empresa no Brasil.
“Se não tiver capacidade de exportar, no longo prazo toda a indústria brasileira, e também a Volkswagen, serão colocadas em questãoâ€, disse o executivo, para quem a precondição para novos investimentos será a capacidade das filiais do grupo alemão de competir com outros mercados mundiais.
Ele lembrou que, nos últimos cinco anos, a marca não apresentou resultados satisfatórios no País, mas o grupo espera que isso ocorra com o aumento das vendas externas.
Uma das grandes apostas da direção da Volks no Brasil é conseguir vencer uma concorrência internacional para a produção do projeto Tupi Europa na fábrica do ABC. A versão para o mercado brasileiro - um compacto que se situará entre o Gol e o Polo - será fabricada no Paraná este ano, mas a linha para exportação está sendo disputada por filiais do grupo na Espanha, Portugal e Eslováquia.
A decisão está nas mãos da matriz, que aguarda um acordo de flexibilização de contratos de trabalho com os funcionários da unidade, medida que, segundo a empresa, resultaria em maior competitividade.
Pischetsrieder ouviu o apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o projeto seja confirmado para o ABC. “Tenho certeza de que a fábrica e seus funcionários estão prontos para produzir qualquer carro que a empresa queira fazerâ€, disse Lula a cerca de 10 mil trabalhadores que o ouviam em um palanque montado nos portões da empresa.