Nova York - “O regime iraquiano está aprendendo agora que nós mantemos nossa palavra”, afirmou ontem o presidente dos EUA, George W. Bush. Em seu discurso semanal no rádio, ele lembrou que havia prometido atacar o Iraque se achasse que o presidente Saddam Hussein não estava se desarmando. “Vamos remover as armas de destruição em massa das mãos de assassinos. E, defendendo nossa própria segurança, estamos livrando a população iraquiana de um dos mais cruéis regimes do mundo”, afirmou Bush.
“Vila por vila, cidade por cidade, a libertação está chegando. A população do Iraque tem a minha palavra: nossas forças vão atacar até que seus opressores tenham ido embora e que todo o seu país esteja livre”, disse Bush.
Ele voltou a afirmar que a cúpula do regime iraquiano será julgada sob a acusação de cometer crimes de guerra durante este conflito - o presidente americano tem repetidamente dito que as tropas de Saddam estariam usando mulheres e crianças para se proteger e forçando cidadãos do país a atacarem as forças americanas, além de acusá-lo pela morte de alguns prisioneiros de guerra.
“O regime está aterrorizando sua própria população. Alguns de nosso inimigos escolheram usar seus últimos dias para atos de covardia e de morte”, afirmou o presidente dos EUA. Bush traçou o que seria o contraste entre o comportamento das tropas iraquianas e as de seu país da seguinte forma: “As forças americanas e nossos aliados estão tratando os civis inocentes com generosidade e respeitando os soldados que se rendem. Estamos levando ajuda à população iraquiana, que sofreu por muito tempo, e estamos levando algo a mais a eles: esperança”, disse em seu programa no rádio.
Ao falar sobre a ajuda humanitária aos iraquianos, ele citou os alimentos levados pelas tropas anglo-americanas nos últimos dias e referiu-se, também, ao papel do Programa Mundial de Alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU) que tenta colocar de pé uma operação de emergência para o país. O presidente americano disse ainda no rádio que a guerra no Iraque é parte de uma causa “grande e justa”.