Regional

Projeto de restauração preserva a floresta urbana em São Carlos

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

São Carlos - São Carlos (130 quilômetros a Nordeste de Bauru) ganha uma das maiores florestas urbanas do Estado de São Paulo com uma área de 101 mil metros quadrados. O Projeto de Restauração ambiental foi desenvolvido pelo Grupo Bandeirantes em um complexo imobiliário, que engloba o Residencial Montreal, em área vizinha ao novo Campus da USP São Carlos.

O responsável pela elaboração do laudo técnico da área verde, o biólogo Eduardo Malta Campos Filho, garante que os empreendedores do loteamento se preocuparam em conservar a vegetação original. Pela legislação de parcelamento de solo é preciso manter 10% do total da área como preservação permanente. Campos Filho avalia que o projeto supera a legislação, garantido um percentual maior do que 15% para a parte ambiental.

O biólogo define a área verde urbana como uma floresta estacional semi-decidual de alta diversidade. A área caracterizada pelos especialistas ambientais como uma das maiores florestas urbanas do Estado abriga jatobá, ipê, paineira, cedro, árvores nativas. “Vão compor um valor ornamental e paisagístico para o empreendimento”, ressalta o biólogo.

O laudo técnico já foi entregue para a aprovação do Departamento Estadual de Recursos Naturais (DPRN). O documento determina o limite da área de preservação, o mapeamento do curso d’água, das nascentes e a distribuição para a recomposição da área respeitando as características de cada local. “É um trabalho minucioso que vai permitir a recuperação mais rápida, eficiente e com menos custo”, afirma Eduardo Malta Campos Filho.

Serão plantadas 9 mil mudas nativas de 100 espécies diferentes - árvores frutíferas - para atrair pássaros e animais da fauna. O especialista ambiental avalia que este estudo de recomposição da mata garante a proteção da água, evita a erosão e cria um ambiente favorável à fauna.

“Tem uma importância ecológica muito grande porque é uma floresta que convive com o afloramento do lençol freático e protege contra erosão e poluição”, conclui Campos Filho.

Toda elaboração do laudo técnico foi executada pelo biólogo formado na USP, e que atualmente é pesquisador na Escola Superior de Agricultura “Luís de Queirós” (Esalq), no laboratório de ecologia e restauração florestal.

Comentários

Comentários