Economia & Negócios

Pós-guerra e dólar em queda podem beneficiar o intercâmbio estudantil

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O intercâmbio estudantil entre o Brasil e os Estados Unidos tende a crescer, beneficiado pela recente queda do dólar frente ao real e pelo momento de pós-guerra. A avaliação é de Wayne Brewer, chefe-executivo da International Student Exchange, empresa americana especializada em receber alunos estrangeiros do ensino médio para intercâmbio estudantil de seis meses e um ano.

Brewer, que ontem ministrou palestra em Bauru, na ISA Intercâmbio, uma operadora de intercâmbio local, afirma que o número de alunos brasileiros no programa aumenta e reduz dependendo da situação econômica do momento. “Se o dólar está em alta, cai. Se está em queda, como agora, aumenta”, diz.

Ele afirma que o intercâmbio estudantil, além de contribuir significativamente para a formação cultural dos jovens, é importante para a paz mundial. “Estamos numa época que é preciso que todos se entendam para termos a paz”, ressalta.

Com a experiência de 20 anos no setor, Brawer explica que o intercâmbio oferece duas vantagens básicas ao estudante do ensino médio, entre 15 anos e 18 anos e seis meses: tornar-se bilíngüe em pouco tempo e adquirir uma segunda cultura.

Luiz Henrique do Carmo, consultor de viagem da ISA, ressalta que o estudante que faz intercâmbio torna-se mais responsável e amadurece mais cedo. “Os pais relatam que seus filhos voltam com uma perspectiva de vida diferente, boa, mais responsáveis e amadurecidos”, afirma.

Ele explica que o programa de intercâmbio, que está em torno de US$ 4 mil, matricula o aluno em uma escola pública americana, na qual ele terá as disciplinas básicas para o seu nível escolar e poderá fazer outras opcionais. O estudante fica abrigado em um lar previamente escolhido pelo programa.

Além de aprender o idioma e adquirir uma nova cultura, o período de estudo nos EUA é válido nas escolas brasileiras, segundo Carmo. “Se o aluno está no primeiro colegial, por exemplo, e fizer o intercâmbio no segundo semestre, for aprovado na escola americana, quando voltar ao Brasil vai cursar o segundo ano”, diz.

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