Bairros

Para o titular da Semma, esperança está nas crianças

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Luís Pires, o mundo só poderá respirar tranqüilamente quando as crianças de hoje, educadas para as questões ambientais, estiverem no comando da sociedade.

“Só agora na formação das crianças começou-se a discutir a preservação do meio ambiente. As coisas estarão melhores só daqui a dez ou quinze anos, quando essa geração que está agora nos bancos escolares estiver no comando de seus lares, de suas empresas e no comando político”, avalia Pires.

O secretário acredita que as crianças irão crescer com o instinto preservacionista porque hoje as escolas promovem atividades como visitas a rios e áreas de preservação e discutem os problemas ambientais em sala de aula.

“Como você vai explicar para uma dona de casa que nunca teve problema de água que não pode lavar a calçada? Eles não entendem o por quê disso”, expõe o secretário.

Pires fala do atraso do Brasil em relação aos países desenvolvidos, que começaram antes a se preocupar com a questão ambiental. “Até porque eles destruíram todo o seu meio ambiente muito antes que a gente. A Europa passou por duas guerras que praticamente destruíram todos os recursos naturais”, explica.

Na opinião do ambientalista Ivan Ferrazoli de Marche, do Instituto Ambiental Vidágua, uma das formas de reverter essa situação de negligência da importância dos cuidados com o meio ambiente é educar.

Enquanto a educação ambiental não se difunde amplamente na sociedade, pequenos atos podem ser bastante úteis. “São simples fatos como fechar a torneira na hora de escovar os dentes e apagar a luz quando sair do quarto”, diz.

Um exemplo de atividade que fará diferença daqui a alguns anos é o incentivo à coleta seletiva nos bancos escolares. Na escola estadual Joaquim Madureira, a iniciativa está em processo de implantação.

De acordo com a coordenadora Eli Ângela Croffi de Camargo, alunos de ensino fundamental e médio aprenderão e farão diriamente a separação dos materiais recicláveis.

O objetivo é conscientizar os jovens. “Como ele (o aluno) vai ser um cidadão? Ele tem que participar também”, diz Eli.

O ambientalista Ivan salienta, ainda, que o problema do lixo é uma conseqüência irresponsável do consumo. Os cidadãos, na opinião de Ivan, devem escolher produtos com menor quantidade de embalagens e pressionar as empresas a produzir menos embalagens.

“O enfoque maior deve ser na produção. Vai da organização da comunidade em pressionar uma empresa a produzir um produto com menor quantidade de embalagem porque por trás da coleta seletiva está o incentivo do consumo”, explica.

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