Economia & Negócios

Unimed quer ampliar ocupação do hospital

Da Redação
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A diretoria da Unimed está tomando medidas que visam ampliar a taxa de ocupação média do hospital da cooperativa para 73% até o final do ano. O presidente do Conselho de Administração da empresa, Guilherme Pupo Ferreira Alves, diz que isso serviria para cobrir os investimentos feitos para a aquisição de novos equipamentos e que geraram um déficit operacional da unidade.

Alves não soube informar qual seria o valor desse saldo negativo, mas afirma que ele será suprido. “Nós fizemos muitos investimentos no hospital, que está em fase de expansão. Nos últimos 12 meses, tivemos um aumento de 36% para 49% de ocupação. Quando atingirmos o ponto de equilíbrio ideal, ele será capaz até de gerar um retorno financeiro.”

O médico explica que, por enquanto, os cerca de 500 cooperados estão ajudando a equilibrar as contas do hospital. “Tomamos essa decisão como forma de precaução. A partir de abril, eles passaram a contribuir mensalmente. O valor é proporcional à produção de cada um. Se daqui a dois meses notarmos que houve uma melhora do fluxo de capital, podemos suspender essa determinação.”

Segundo ele, a decisão foi respeitada pelos médicos. “Claro que ninguém gosta das medidas que afetam o bolso, mas tivemos aprovação unânime na assembléia geral de março. Além disso, em uma cooperativa, o coletivo é mais importante do que o individual.”

Adequação

Alves explica que está fazendo um planejamento para distribuir as cirurgias ao longo da semana, o que ajudaria a melhorar a taxa de ocupação. “Como trabalhamos praticamente com cirurgias eletivas, que são pré-agendadas, há dias em que o hospital fica lotado. A partir de quinta-feira, porém, o número de pessoas internadas diminui. Estamos fazendo reuniões e propondo que as intervenções de médio porte sejam feitas no meio da semana.”

Ele conta que o hospital deve oferecer em breve novos atendimentos. “Nós adquirimos um equipamento para micro-cirurgias, estamos montando uma unidade de hemodinâmica, aumentando a capacidade da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e construindo uma central de suprimentos que custou R$ 400 mil.”

O médico diz que essas melhorias contribuíram para o déficit do hospital. “Desde a construção, investimos nele mais de R$ 30 milhões. O mais importante é que não contraímos nenhuma dívida, pois utilizamos apenas recursos próprios.”

Ele ressalta também que a Unimed procura diferenciar a situação do hospital do restante da cooperativa. “A nossa saúde financeira, como um todo, vai muito bem. A questão do déficit também não é grave. Não se trata de um rombo, apenas de um problema operacional que estamos solucionando.”

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