Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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A “pneumonia atípica” asiática deve atrapalhar o boom do setor automobilístico esperado para a China este ano, mas nada que altere no médio prazo as previsões de crescimento daquele mercado, hoje um dos mais cobiçados pelas montadoras brasileiras. Volkswagen e General Motors, empresas com grandes contratos de exportação para o país, não precisaram promover nenhuma mudança no embarque de carros desmontados (CKDs) para os chineses.

Algumas empresas de Pequim estão suspendendo temporariamente a produção e orientando os funcionários a permanecerem em casa, para evitar que a doença se espalhe ainda mais. Por enquanto, nenhuma medida desse tipo foi adotada nas regiões para onde seguem os veículos brasileiros, entre as quais Xangai. A Volks tem um contrato de longo prazo de US$ 500 milhões em vendas do Gol, e a GM de US$ 1,5 bilhão em modelos Corsa e Blazer.

O diretor-gerente da consultoria americana Autopolis, Graeme Maxton, acredita que as vendas de veículos na China crescerão em menor ritmo neste ano em conseqüência dos efeitos econômicos e psicológicos da pneumonia.

Mas o país, e a Ásia como um todo, seguem como uma das poucas regiões no mundo em que a indústria automobilística tem chances de melhorar o desempenho. “Excluindo o Japão, a Ásia ainda será o mercado de veículos que crescerá mais rapidamente nesta década”, diz Maxton.

Recente estudo da consultoria KPMG também indica que as vendas de veículos das marcas asiáticas vão crescer nos próximos anos, enquanto as americanas vão cair e as européias ficarão estáveis. Com base nessas previsões, as montadoras brasileiras podem traçar suas estratégias de exportação, avalia o diretor da empresa, Pieter van Dijk.

O mercado externo é, atualmente, a única opção para as empresas reduzirem a ociosidade das fábricas instaladas no País, que passa de 40%. No primeiro trimestre do ano, as montadoras exportaram US$ 1,072 bilhão - 43,8% a mais que em igual período de 2002.

A Volkswagen foi responsável por US$ 322 milhões em vendas externas nos primeiros três meses do ano, valor 44,8% a mais que no mesmo período de 2002. Esse montante a coloca como a quinta maior exportadora do País, atrás da Petrobras, Vale do Rio Doce, Embraer e Bung Alimentos.

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