Bairros

Tubulações pedem revisão

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Além das instalações elétricas, a parte hidráulica das edificações (que, por sua vez, também ficam escondidas atrás de pisos e paredes), merecem cuidados especiais.

Os problemas encontrados pelos encanadores são diversos. Em alguns casos, no lugar das bóias automáticas para reservatórios de água, as pessoas instalam as manuais, que são mais baratas. A água transborda da caixa e pode comprometer a estrutura da edificação.

Muitos problemas de grandes dimensões são provocados por pequenas diferenças de preço entre um material bom e um de má qualidade. O barato acaba saindo caro, de acordo com o encanador e técnico em elétrica Jamil Braga. “Tem bóia de R$ 1,99 e tem bóia boa, que custa R$ 20,00”, expõe.

Muitas casas têm tubulação de ferro antigas. O ideal é trocar porque criam crostas que provocam entupimento. Trocar implica em quebra de piso e gastos a mais, que as pessoas tentam evitar.

Ainda hoje existem em operação caixas d’água de cimento, que são antigas e trincam com facilidade. Alguns moradores, no intuito de evitar gastos com a troca da caixa, passam cimento ou materiais para vedar as rachaduras. “Não resolve. É paliativo. Hoje, as caixas d’água têm que ser de fibra”, diz Braga.

E por falar em coisas antigas, canos de ferro também são encontrados com facilidade e as pessoas relutam e trocá-los por novos de PVC. “O cano de ferro fica corroído e dá vazamento. Acaba estourando no chão e desestruturando totalmente a casa”, explica Braga.

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