A Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) é considerada atualmente a rodovia mais problemática da área do 2.º Batalhão de Polícia Rodoviária de Bauru, segundo o tenente Fernando Xavier Pinto.
Entre as características adversas, está a geografia da rodovia, formada por aclives, declives e inúmeras curvas, aliada às deficiências de infra-estrutura, como pavimentação precária. “A rodovia é razoavelmente antiga e apresenta vários problemas de deterioração da camada asfáltica”, afirma.
O cenário é agravado, segundo o tenente, quando se observa que grande trecho da rodovia não apresenta acostamento e sinalização adequada. Além de placas enferrujadas ou encobertas por vegetação, Xavier aponta deficiências na sinalização horizontal, como pouca visibilidade da faixa de rolamento.
Somado a isso, a maior preocupação da polícia, segundo o tenente, é o fato de cerca de 60% da rodovia no trecho Bauru-Marília serem de pista simples, o que resulta em pontos críticos para a ultrapassagem. “Nós temos um processo de duplicação em início, de Marília até Garça, mas isso não compreende grande parte da rodovia.”
Entre os pontos mais perigosos da SP-294, o tenente aponta o trecho que vai de Bauru a Piratininga, de pista sinuosa e curvas sem visibilidade; e de Garça à Gália, de pista simples, sinalização de solo deteriorada e acostamento sem pavimentação asfáltica.
Xavier não soube precisar quantos mortes foram registradas na rodovia neste ano, mas afirma que até o final de abril foram contabilizados 126 acidentes no trecho que vai de Bauru a Marília. “Hoje na nossa área (a SP-294) é a rodovia mais perigosa, por isso o usuário precisa ter muita cautela.”