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Iamspe quer descentralizar atendimento

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Descentralizar e oferecer um atendimento hospitalar de qualidade e diferenciado, acabar com as filas de espera e baixar os custos são algumas das metas do superintendente do Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (Iamspe), médico Milton Flávio Marques Lautenschlager.

Ele esteve ontem em Bauru visitando o Hospital de Base (HB), com o qual pretende ampliar o convênio existente e evitar que os servidores do Interior procurem atendimento na Capital paulista.

O foco da reunião entre o superintendente e os diretores do HB foi a ampliação do atendimento. “Temos 50% dos 800 mil servidores no Interior paulista. Muitos deles são atendidos no Hospital do Servidor Público de São Paulo (HSPE), porque não conseguem ser atendidos na região em que moram.”

Com uma demanda além da sua capacidade, o HSPE mantém filas de espera de mais de 100 dias em algumas especialidades. “Minha proposta é de acabar com as filas em 90 dias. Não posso dizer quantos servidores estão na lista de espera porque ela é diferente para cada especialidade.”

O médico entende que a marcação de consultas no ambulatório não deve exceder os 30 dias. “No Pronto-Socorro o atendimento tem que ser imediato. Atendida a emergência, no prazo de 30 dias esse paciente tem que ser atendido no ambulatório para avaliação do tratamento”, observa Marques.

De acordo com o superintendente do Iamspe, se o atendimento do servidor fosse feito na região onde ele mora, custaria de duas a três vezes menos além, de ser mais ágil. “Além de representar economia para o Iamspe, poderia significar menor custo para o paciente, que evitaria o deslocamento.”

Marques admitiu, no entanto, que o atendimento do HSPE da Capital é rápido e eficiente. “A proposta do governo é fazer com que o atendimento no Interior seja de melhor qualidade e o paciente não tenha que se deslocar para São Paulo. Aqui no HB a proposta é ter uma ala diferenciada só para atender os servidores”, observa Marques.

“A descentralização é uma luta minha. Como deputado, eu aprovei a lei que possibilitou a descentralização”, acrescenta o médico.

Orçamento

De acordo com o superintendente, o orçamento anual do Iamspe supera os R$ 300 mil. “Para se ter uma dimensão, este valor é mais que o dobro do orçamento de Bauru. O sistema precisa crescer porque precisamos oferecer a qualidade que o servidor exige e que tem direito.”

Marques diz que está trabalhando para convencer o ministro da Saúde, Humberto Costa, de que os servidores públicos estaduais - não apenas de São Paulo, mas de todo Brasil - não podem continuar sendo prejudicados.

De acordo com ele, atualmente os servidores de todos os Estados não recebem do Ministério da Saúde a mesma atenção que o cidadão comum, “mesmo contribuindo com 2% de seu salário.”

O ministério, de acordo com o médico, paga um transplante para qualquer hospital, menos para o HSPE. “Eles enxergam o Iamspe como um plano de seguro fechado, o que não é verdade”, aponta Marques.

“Se o ministério der aos servidores o que dá para cada cidadão, eu dobro meu orçamento no instituto e prometo atendimento com mais qualidade.”

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