A dificuldade de deglutição exige que o paciente disfágico mantenha uma alimentação especial. Líquidos e sólidos têm que ser substituídos por alimentos pastosos. A consistência deve variar entre a de um iogurte líquido e a de um pudim. Porções devem ser reduzidas, porém, cuidadosamente balanceadas para fornecer a quantidade adequada de nutrientes.
A nutricionista Suely Prieto Peres, chefe do Departamento de Nutrição do Hospital de Reabilitação das Anomalias Craniofaciais (Centrinho/USP), comenta que a maioria dos pacientes tratados consegue controlar ou mesmo reverter a disfagia. No entanto, parte destas pessoas terá que manter a dieta pastosa pelo resto da vida.
“Imagine uma pessoa que sempre comeu de tudo e que adorava comer. De repente ela sofre um acidente ou um derrame cerebral e tem que trocar a picanha por uma papinha. Ela passa a ser alimentada por terceiros, acaba ficando depressiva. A depressão leva à anorexia (distúrbio em que a pessoa rejeita a comida). Ela acaba comendo muito pouco e isso pode causar desnutrição”, exemplifica.
Por isso, especialistas de diferentes áreas defendem que o acompanhamento nutricional é fundamental para o paciente disfágico. “Se ele comia 300 gramas antes e agora só come 30 gramas, você tem que colocar os nutrientes de 300 em 30. Fazemos isso com o uso de suplementos e espessantes (para engrossar)”, afirma.
Segundo ela, a dieta na disfagia tem que ser hipercalórica e hiperprotéica. Ela tem que oferecer o máximo de nutrientes na menor porção possível.