• Agritech
O vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde Guimarães, foi “eleito” coordenador da delegação paulista de empresários e jornalistas ligados à agropecuária que participará da Agritech 2003, que será realizada em setembro deste ano, em Telaviv (Israel). A Agritech é a exposição mais moderna do mundo em tecnologia aplicada no setor primário. Mais de 100 países estarão presentes no evento.
• Ferrovias
Nesta semana, o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, MT e MS, Roque José Ferreira, foi a Brasília participar de um encontro cujo objetivo é discutir a atual situação das ferrovias brasileiras para começar a definir os rumos das concessões ferroviárias no País. A audiência realizada na capital do Brasil teve por base o documento “Programa de integração e adequação das ferrovias”, elaborado pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).
• Privado
Muitos dos problemas que se discutem hoje quando se fala na eficiência operacional das ferrovias surgiram depois que as malhas da Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA) e das Ferrovias Paulistas SA (Fepasa) foram transferidas à iniciativa privada para que fossem revitalizadas. Em 1996, a malha de aproximadamente 26.000 km da RFFSA foi vendida para livrar o governo de um prejuízo anual de R$ 350 milhões. Através dos leilões foram arrecadados R$ 1,83 bilhão com o aluguel de sete partes da malha para grupos privados.
• Concessões
Atualmente, as concessionárias pagam arrendamento de aproximadamente R$ 300 milhões por ano para utilizar os trilhos, locomotivas, vagões e estações. Esses bens continuam sendo propriedade do governo federal. Contudo, o projeto fracassou porque a malha da rede não foi repartida de maneira correta e, por isso, algumas concessões ficaram deficitárias. Não havia punição contratual para descumprimento de metas de transporte de carga, redução de acidentes, investimentos e outras situações.
• Investimento
Além disso, não houve investimento na quantidade prevista pelo governo e diversos conflitos entre sócios também paralisaram os investimentos. O plano do governo é reorganizar as concessões, modificando os trechos de trilhos que cabem a cada grupo privado, para fazer corredores de exportação viáveis para investimentos. Esses corredores serviriam para atender a demanda de produtos com condições para serem exportados.
• Planos
Também faz parte do plano realizar obras nos trechos mais problemáticos da malha ferroviária; reorganizar as participações societárias entre os grupos que controlam as ferrovias para evitar conflitos de interesse que impedem investimentos, e a reativação do transporte de passageiros. O primeiro trecho seria São Paulo-Rio, em um trem de alta velocidade. Para tanto, estimam-se investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano.
• Revitalização
O plano de revitalização do governo prevê investimentos em torno de R$ 1,2 bilhão em 18 meses. Parte desses recursos virá do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já financia o setor em aproximadamente R$ 1 bilhão. A outra parte deve vir de investimentos privados. O governo federal também investirá, mas somente a partir de 2004.
• Metas
Para Roque Ferreira, um dos grandes problemas atuais é que todas as concessionárias - segundo ele, não nenhuma exceção - estão descumprindo as metas estabelecidas em contrato desde que passaram a ser administradas pelo setor privado. De 1996 para cá, Ferreira afirma que houve queda da participação do modal ferroviário do setor de transportes - de 22% para 18% - e que o número de acidentes aumentou. Atualmente há uma média de dois descarrilamentos de trem por dia, segundo ele.