Ser

Os segredos da compatibilidade

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

Infelizmente, não existe um manual de instruções para relacionamento. As mães parecem ter uma cartilha para educar os filhos, os pais um manual de como regular a mesada, as avós um compêndio de como mimar os netos. Mas na hora de namorar ficamos de mãos atadas, não sabemos o que fazer com elas ou gesticulamos demais e percebemos que a comunicação entre casais deveria vir acompanhada de bula.

O segredo de tudo é relaxar e não se preocupar tanto com o julgamento que a outra pessoa irá fazer de você. Se topou o encontro é porque alguma coisa de interessante existe.

O importante é não se apavorar com a falta de assunto, nem falar demais. Divida a conversa. Saiba escutar e opine, sem ser radical, muito menos falso. É melhor assumir algumas posturas do que tentar disfarçá-las.

Não reclame da vida nos primeiros encontros. Aliás, ter uma companhia nos dias de hoje é uma dádiva.

E acima de tudo, olhe nos olhos quando estiver conversando. As janelas da alma mostrarão suas verdadeiras intenções e poderão abrir muitas portas na nova fase.

Gostar, amar e desejar

Segundo o terapeuta inglês Steve Biddulph, autor do best-seller “Por que escolhi você?”, da Editora Fundamento, as pessoas não se juntam pelos mesmos motivos. Alguns casais, por exemplo, sentem-se primeiramente atraídos no nível mental, gostam das idéias um do outro, acham que o parceiro é divertido, interessante e estimulante. Outros casais se conectam pelo coração, onde o carinho e o afeto é a primeira coisa que desperta entre eles. Já uma outra parcela da população se atrai pelo lado sexual. É uma questão de desejo mesmo, de pele.

Dessa maneira, as relações se desenvolvem e nem sempre são o reflexo do que sentimos em relação ao outro.

“Você pode desejar uma pessoa que apenas gosta de você, ou pode amar alguém que só o deseja, e assim por diante. Pode ser um tanto complicado, principalmente quando somos jovens e inexperientes, ou mesmo quando, nesse assunto, somos antiquados e idiotas”, define Biddulph.

Segundo ele, ter consciência dos níveis de atração é muito importante nos estágios iniciais do processo de encontrar e selecionar um companheiro.

Para facilitar a vida de quem está avaliando seus sentimentos, o terapeuta inglês define: “o gostar é um encontro de mentes, o tipo mais seguro e natural de atração humana. O amor é a conexão do coração, um sentimento especial em edição limitada a uma unidade por consumidor. Já o desejo é o fogo lá em baixo mesmo, que pode levar as pessoas aos céus ou à ruína...”

Quando elas atacam

Como as mulheres são maioria absoluta, o terapeuta Sergio Savian, que é conhecido como “guru do amor” dá uma força para os homens que ficam sem saber o que fazer com o assédio do mulherio.

Segundo ele, não é preciso ficar repetindo que ela é linda, mesmo que achem a moça muita areia para o caminhão. Provavelmente, ela está cansada de escutar isso. Elogios têm hora certa.

Também é aconselhável não estar sempre tão disponível. “Dê mole, mas na medida certa”, defende Savian que recentemente realizou uma pesquisa em casas noturnas e constatou que a maior parte das mulheres gosta de caras mais difíceis.

“A timidez pode ser um charme, contanto que você não fique totalmente paralisado. Você pode usar a timidez a seu favor. A dica é não tentar disfarçá-la, fazendo de conta que é extrovertido. Isso parece artificial. Se esnobar um pouco pode ser que ela game. Mostre seu desejo aos poucos. Mesmo que tenha achado-a gostosa, só revele isso na intimidade. Mas seja sincero. Elas gostam disso.”

Para Savian, as mulheres podem ser grandes aliadas nas vidas dos homens. Mas isso só acontece quando estes aprendem a expressar o que realmente sentem.

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