Política

Secretário discorda de reitor da Unesp

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Roberto Rufino, afirmou ontem que Bauru ainda está na disputa para abrigar a reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ele defende que o município, além de se situar no centro geográfico do Estado, abriga todas as condições de infra-estrutura para instalar o comando da universidade.

Recentemente, o reitor da Unesp, José Carlos de Souza Trindade, disse que Bauru já não estava mais no centro do mapa da universidade devido a ampliação do número de câmpus, que saltou de 15 para 23 unidades.

O fato levou o comando da instituição universitária a rever a política de interiorização da reitoria. Além de Bauru, disputavam a sede da universidade Botucatu, Araraquara e Rio Claro. O processo de definição da cidade-sede se iniciou em 2001.

“Bauru continua no mesmo lugar: ainda é centro geográfico do Estado de São Paulo. E não é só isso: é pólo regional de Estados vizinhos, como Paraná e Mato Grosso do Sul”, avalia.

Na análise do secretário, o fato de a Unesp instalar mais oito unidades no Interior do Estado não afeta a questão física da centralidade de Bauru. “Portanto, defendo que Bauru é o município mais adequado para receber a reitoria da Unesp por completo.”

Ele lembrou que na época das discussões, o prefeito Nilson Costa (PTB) ofereceu a construção de uma sede com cerca de três mil metros quadrados de área. “Isso está assinado e aprovado pela Câmara Municipal. Se a transferência ocorre de forma imediata, nos propomos a alugar dois prédios para abrigar provisoriamente o comando da universidade”, completa.

Infra-estrutura

Para Rufino, dentre as quatro cidades que concorrem à instalação da reitoria, Bauru é a que oferece a melhor infra-estrutura de logística e técnica. “Temos boas rodovias duplicadas, um aeroporto de porte em construção, a Hidrovia Tietê-Paraná, sistema de telefonia de primeiro mundo, estação aduaneira e abrigamos sete universidades.”

Responsável pela movimentação de uma verba de R$ 600 milhões por ano, o secretário defende que os segmentos organizados do município devem continuar discutindo e debatendo a instalação da reitoria da Unesp na cidade.

“A Embratel, por exemplo, é uma boa referência de logística sofisticada. A regional de Bauru da estatal atende não só Bauru, mas uma vasta região que vai até Campo Grande, Capital do Estado do Mato Grosso do Sul. São mais de 1.000 quilômetros de fibras óticas para atender as necessidades. Temos um sistema de comunicação com o mundo que nenhuma outra cidade do Interior oferece”, reforça.

Ele disse estranhar que no relatório final preparado pela direção da instituição universitária tenha sido omitido o importante dado da construção de uma sede de três mil metros quadrados para abrigar a reitoria dentro da própria área do câmpus.

“Também não foi citado que, até o aprontamento da sede, o prefeito se comprometeu a alugar dois prédios para atender a uma necessidade imediata. Isso consta no relatório que nós mandamos e, lamentavelmente, foi omitido.”

Para o secretário, o conjunto de propostas oferecido por Bauru colocou o município na condição de imbatível em relação às demais cidades concorrentes.

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