Entrelinhas

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• Reação oficial

O prefeito Nilson Costa (PTB) procura demonstrar à cidade e aos servidores da prefeitura - tanto aos de carreira quanto aos que detêm cargo de confiança - que se mantém confiante de que ainda pode reverter o difícil quadro que se apresenta para ele na esfera do Poder Legislativo, depois de aprovada a Processante.

• Manter o moral

Comedido, o prefeito preferiu distribuir duas notas distintas à imprensa ontem à tarde, nas quais rejeita a hipótese de renúncia e faz um pedido direto aos colaboradores para que mantenham o “moral elevado”. Disse ainda que vai esgotar todos os recursos disponíveis para se defender das acusações que geraram a Processante.

• Grave momento

Trata-se, certamente, de um momento da mais profunda preocupação e reflexão para um cidadão que chegou ao cargo de prefeito de Bauru após ter experimentado muitas outras experiências na vida política. Até que surjam novos e relevantes fatos ou que o tempo amadureça uma nova postura, Nilson permanecerá no cargo, pelo recado que deu nas notas à imprensa.

• Disseminado

E a onda de investigações, de CEIs e CPs para políticos, inaugurada há algum tempo em Bauru, parece ter chegado definitivamente à região. A Câmara Municipal de Barra Bonita instalou uma CEI para apurar suposta falta de decoro parlamentar contra o vereador Marcelo Cavinato (PT).

• Fórum e renúncia

O Fórum de Discussões de Bauru assina um manifesto pedindo a renúncia do prefeito Nilson Costa. Na opinião dos representantes da organização, o chefe do Executivo patina em sua gestão.

• “Escritório”

A presidência da Câmara está promovendo a readequação de cômodos internos do prédio para criar um refeitório melhor para os servidores. De outro lado, o setor administrativo da Casa procura disciplinar a presença de terceiros em salas internas durante o expediente. A antiga cozinha era um “escritório” de assíduos freqüentadores da Câmara.

• Cronograma

A Processante contra Nilson deve realizar nas próximas horas a notificação do prefeito. A partir de então é que começa a contar o prazo de 90 dias para a conclusão do processo. Na notificação, a Processante terá que indicar até dez testemunhas de acusação que serão chamadas a depor. O prefeito terá dez dias para fazer sua defesa prévia.

• Sem definição

A Procuradoria da República ainda não tem posicionamento sobre um pedido de afastamento e Nilson do cargo feito pelo Fórum de Discussões, em representação protocolada na semana passada. O procurador Rafael Siqueira só retorna à suas atividades na próxima semana. Já na Procuradoria-Geral de Justiça, em São Paulo, o promotor Álvaro Busana avalia as denúncias na área específica de prefeitos.

• Área de segurança

Os vereadores Rodrigo Agostinho (PMDB) e Majô Jandreice (PC do B) apresentaram um projeto de lei que define a área de segurança ao redor das escolas. O projeto pretende disciplinar a distância mínima para o funcionamento de bares e lanchonetes perto dos estabelecimentos escolares e quer restringir o acesso de bebidas aos jovens.

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