José Doneda procurou o Órgão de Defesa do Consumidor (Procon) e a Polícia Civil para tentar averiguar a emissão de diversos cheques do Banco Itaú em seu nome que foram dados em estabelecimentos comerciais de Bauru.
Doneda afirma que não retirou o talão de cheques na agência em que é cliente. A assessoria de imprensa do banco informou que o assunto está sendo tratado pela instituição e que estava impedida de dar qualquer informação, em respeito ao sigilo bancário do cliente.
Segundo Doneda, a empresa em que ele trabalha abriu uma conta-salário na agência do Banco Itaú da avenida Duque de Caxias em julho de 2002, para efetuar seu pagamento mensalmente. “Como eu já tenho conta corrente em outro banco, não requisitei cheques ou cartão no Itaú. Só tenho o cartão para sacar meu salário da conta”, afirma.
Um mês depois, ele transferiu sua conta para a agência do Banco Itaú da rua Ezequiel Ramos, que fica mais próxima da agência do banco com o qual ele trabalha.
Em abril, Doneda começou a notar cheques descontados em sua conta corrente. “Pela numeração dos cheques que caíram na minha conta, são 20 folhas, ou seja, um talão. Mas eu tenho plena consciência de que eu não retirei este talão da agência e que eu não soltei estes cheques”, diz.
Até o final de maio, o extrato da conta de Doneda mostrava que 18 cheques já haviam sido depositados, com valores entre R$ 40,00 e R$ 450,00, totalizando mais de R$1,5 mil. Alguns estabelecimentos que tiveram cheques devolvidos pelo banco entraram em contato com Doneda.
“Os comerciantes me disseram que uma mulher compra dizendo que é minha empregada, ou um homem diz ser pedreiro numa obra minha. Mas os telefones e os endereços que eles escrevem nos cheques não existem ou são de pessoas que não tem nada a ver”, conta.
O cliente do Itaú procurou a Polícia Civil pois afirma estar sofrendo ameaças de cobradores que descobriram seu endereço e querem receber o pagamento referente aos cheques em seu nome.