O Recinto Mello Moraes, onde funciona a Secretaria Municipal de Agricultura e a Associação Rural do Centro-Oeste (Arco), ficou sem luz ontem. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) cortou o fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento da conta vencida no mês passado, de R$ 3,1 mil.
A prefeitura, proprietária do recinto, pagou a conta à tarde e o secretário de Agricultura, Cynise Pereira Leite, esperava que a energia fosse religada ainda ontem. “Já pagamos e pedimos a CPFL para tentar ligar ainda hoje (ontem)”, diz.
Ele explica que a conta não foi paga porque a proposta de separar as contas de energia entre a prefeitura e a Arco acabou não saindo. “A Arco assumiu o compromisso de fazer a separação de contas há 60 dias, mas ainda não fez. Então acabou acontecendo de cortarem”, explica.
Porém, Cynise ressaltou que a direção da Arco foi informada do corte de energia e ficou de viabilizar a separação das contas. O JC não conseguiu localizar o presidente da Arco, Orlando Lamônica, para comentar o assunto.
Sem energia elétrica, ontem os funcionários da Secretaria de Agricultura não puderam usar computadores e outros aparelhos eletroeletrônicos. Mas Cynise afirma que o serviço interno não parou porque os funcionários usaram máquina de escrever. O maior prejuízo foi no posto de atendimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que funciona na Secretaria de Agricultura.
Sem computador, o funcionário da prefeitura cedido ao Incra não pôde emitir documentos e fazer consultas no sistema on line. Ana Carolina Penha, que mora em Jaú e foi ao Incra retirar um certificado de cadastro do seu sítio perdeu a viagem. “A funcionária me explicou o que estava acontecendo, mas voltei sem o certificado porque sem energia não tem como entrar no sistema do Incra. Terei que voltar outro dia”, reclama.