Auto Mercado

Editorial

Da redação
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As informações são da agência Estado. A indústria automobilística teve o pior semestre dos últimos três anos, com vendas de 647,7 mil veículos, 8,2% abaixo do obtido em igual período do ano passado.

Em junho, os negócios caíram pelo quarto mês consecutivo, totalizando 100.183 unidades. Na esperança de reverter a queda, o setor vai tentar apressar o governo a adotar um pacote de medidas para incentivar as vendas de carros.

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, já tem em mãos projeto entregue pelos representantes das montadoras, autopeças, trabalhadores e concessionários com propostas que passam pela redução de impostos, financiamento mais acessível e criação de um programa de renovação da frota, começando pelos caminhões.

As propostas são resultado de um consenso entre os quatro segmentos do setor. No caso dos trabalhadores, o interlocutor é Luiz Marinho, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e homem de confiança de Lula.

O governo já acenou com a possibilidade de lançar um programa para os caminhões, chamado de Modercarga, em dois meses. Mas a indústria pretende antecipar esse prazo e, na seqüência, adotar medidas de emergência para o mercado de automóveis.

Pelas projeções das fabricantes, as vendas no ano podem não passar de 1,3 milhão de unidades, voltando ao nível de 1999. As exportações estão crescendo, mas não são suficientes para compensar a retração interna, segundo as empresas.

O pior semestre registrado pelo setor anteriormente foi em 1999, quando foram vendidos 594 mil veículos. No mês passado, as vendas totais, incluindo caminhões e ônibus, caíram 6% em relação a maio e 6,8% na comparação com junho de 2002.

A maioria das montadoras já deu férias coletivas aos trabalhadores para reduzir estoques. Em meio a um mercado em queda, a Ford registrou crescimento de 22% nas vendas no semestre, com 71.758 unidades. Um dos responsáveis pelo desempenho é o EcoSport, que pelo segundo mês liderou as vendas do segmento de utilitários.

A GM liderou o mercado, com 24.351 unidades (24,3% das vendas), seguida pela Volks, com 21.664 (21,6%) e Fiat, com 21.313 (21,3%). Levando-se em conta só automóveis e utilitários, a GM mantém a liderança, mas a Fiat fica em segundo lugar e a Volks, em terceiro.

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