Polícia

PF vai investigar lista de possíveis compradores de diploma falsificado

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Federal (PF) de Bauru confirmou que o certificado de conclusão de ensino médio e duas notas de real apreendidos anteontem com Sérgio Luiz Augusto Dias, 35 anos, são falsificados. Os timbres de órgãos públicos, os carimbos e as assinaturas do certificado são falsos. Agora, os policiais vão investigar as pessoas cujos nomes ou documentos foram encontrados com Dias, para tentar descobrir se elas chegaram a comprar certificados falsificados.

O delegado Oscar Luiz Torres, da PF, explica que quem compra documento falsificado também comete crime de falsificação. “Vamos dar continuidade às investigações. Com base em documentos e dados apreendidos na casa do acusado temos como chegar aos compradores”, avisa.

Dias admitiu ao delegado que falsificava certificados de ensino médio há dois anos. “Ele usava carimbos que mandava fazer e imprimia o certificado no computador. Pela quantidade de material que os policiais militares apreenderam na casa dele, suspeitamos que ele pretendia começar a falsificar diplomas de cursos superiores”, frisa Torres.

Jair Sanches Vieira, dirigente regional de Ensino, garante que até ontem não havia suspeita de envolvimento de funcionários da rede de ensino na falsificação. Ele ressalta que os concursos públicos e as universidades solicitam a checagem da autenticidade dos certificados apresentados pelos candidatos, o que impede a utilização de documentos falsificados.

“As universidades e os concursos enviam os certificados apresentados pelos candidatos para a diretoria de ensino dar o visto-confere, que é a confirmação de que aquela pessoa concluiu o curso”, explica.

De acordo com Torres, a falsificação do certificado apreendido é considerada de boa qualidade. Na residência do acusado também foram apreendidas diversas carteiras de trabalho adulteradas que serão analisadas, explica o delegado.

Dias foi autuado em flagrante por falsificação de moeda, crime cuja pena prevista é de três a 12 anos de reclusão e por falsificação de documento (pena de dois a seis anos de reclusão). O rapaz foi preso por policiais militares graças a uma denúncia anônima. O denunciante informou que Dias iria entregar um diploma falsificado a uma pessoa em um chácara nas proximidades do Cemitério Jardim do Ypê.

No local, os policiais flagraram Dias com o diploma falsificado, quase R$ 9 mil em cheques, que podem ter sido emitidos para pagar outros certificados, notas falsas e vários documentos. Na casa do acusado, na Granja Santa Cecília, foram apreendidos uma grande quantidade de carimbos de escolas e órgãos públicos, outros certificados e vários documentos.

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