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Ele é um "célebre anônimo"

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

Ao dirigir um automóvel, você é apenas mais um no meio de outros milhões a executar a mesma tarefa. Entretanto, você já parou para pensar que atrás do volante pode estar uma pessoa que, mesmo não a conhecendo, não é tão anônima assim?

Pelos mais variados motivos, sempre há aqueles capazes de se transformar no centro das atenções e dos olhares curiosos. A diversidade de exemplos é rica e, na maioria das vezes, engraçada. Há desde os que pintam o veículo com uma cor inusitada até os que fazem do automóvel uma verdadeira “discoteca” ambulante. E por aí vai.

Mas, no caso de um publicitário bauruense, o que lhe faz ser um pouco “diferente” dos demais mortais motoristas é o nome - Thomas Edson Freitas -, escolhido por seu pai para homenagear um dos maiores inventores do século passado: o norte-americano Thomas Edison, famoso mundialmente, entre outros feitos, por criar a lâmpada incandescente.

O “clone” do inventor conta que seu nome seguiu uma espécie de “tradição” da família iniciada no nascimento de seu irmão. Na oportunidade, seu pai escolheu Washington para batizar seu filho em homenagem ao ex-Presidente da República Washington Luis, que governou o País de 1926 a 1930.

Já na vez de Thomas, a criatividade de seu progenitor enveredou-se pelos caminhos da ciência. “Acho que ele pensou que eu seria um cara brilhante. E não errou”, brinca o publicitário. “Tirando as gozações dos amigos ao me chamar, entre outras coisas, de lampadinha, me considero um privilegiado de ter um nome que está marcado na história mundial”, considera ele.

Por isso, Thomas utiliza uma definição engraçada para se autoclassificar. “Sou um célebre anônimo, não um notável”, afirma ele, rindo mais uma vez.

Mas o publicitário garante que ser um “ilustre anônimo” no trânsito tem suas vantagens. Ele revela que, graças ao fato de ser “famoso”, já escapou de ser multado no Rio de Janeiro após ser parado pela polícia por excesso de velocidade. “Quando o guarda viu meu nome na carteira de habilitação, já foi logo me chamando de inventor da lâmpada. Começamos a brincar e, no final, ele aliviou”, conta Thomas.

Automóveis

Mas na hora de falar sobre automóveis, o publicitário não considera-se um “fanático”. “Nunca os olhei como uma jóia ou algo especial. Eles são apenas a extensão de minhas pernas”, resume ele.

Apesar disso, Thomas guarda um “cantinho” especial em seu coração para os automóveis antigos americanos, especialmente os fabricados entre as décadas de 40 e 60. Entretanto, tal carinho não é por acaso. Quando ainda era “molecote”, o futuro publicitário teve as primeiras lições de direção a bordo de um imponente Ford 1948 V8.

Sentado no colo do “professor” - seu pai -, aos nove anos Thomas já começava a aprender a dirigir. Para isso, o “instrutor” aproveitava as idas e vindas para o sítio da família, local mais apropriado para ensinar os macetes do volante.

Entretanto, ele faz questão de ressaltar que, apesar de ter dado os primeiros passos muito cedo para guiar, jamais dirigiu sem estar devidamente habilitado nem aventurou-se por estradas oficiais. “Até completar 18 anos não arriscava”, frisa Thomas.

O publicitário enfatiza que herdou a responsabilidade do pai, que presava pela segurança acima de tudo quando andava de carro. “Quando éramos pequenos jamais ele nos levava no banco da frente. E olha que naquela época nem se falava em código de trânsito”, recorda.

E o Ford 1948 ainda traz boas lembranças a Thomas, principalmente quando ele se recorda das várias viagens feitas pela família com o automóvel e das “estripulias” juvenis. “Como o carro era extremamente espaçoso, levava todos os sete integrantes de uma banda que tínhamos. Ele era tão grande que os quatro ocupantes no banco de trás podiam jogar baralho se quisessem”, conta.

Apenas outro carro é capaz de rivalizar com o “Fordão” no quesito “bons tempos” de Thomas: um Fusca 1968. “Quando fiz 18 anos meu pai estava vendendo o Ford. Passei a admirar o Volks porque era o veículo do momento na época e chamava a atenção por onde passávamos. Além disso, ficávamos bem dentro dele”, recorda Thomas.

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Perfil

Nome Thomas Edson Freitas

Idade 52 anos

Profissão Publicitário

Hobby Jogar tênis

Signo Virgem

Cor preferida Azul

Lugar bonito Porto Belo (SC)

Time do coração Corinthians

Carro dos sonhos Toyota RAV

Para quem você nunca acenderia uma lâmpada?

“Aos presidentes de bancos, pois eles estão acabando com o País.”

E para quem você acenderia?

“Para o Pedro Rocha, um missionário que trabalha com excluídos no Morro do Borel, no Rio de Janeiro.”

O que mais lhe irrita no trânsito bauruense?

“A falta do espírito comunitário e de preparo dos motoristas.”

Que nota você daria aos motoristas bauruenses?

“Para os domingueiros, zero. Para os demais seis, pois no geral o trânsito flui bem na cidade.”

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