Saúde

Horário noturno também tem os seus defensores

Rose Araújo
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de todos os problemas de saúde relatados pela pesquisadora, alguns trabalhadores dizem preferir esse horário de trabalho. Eles dizem que não enfrentam problemas de saúde e que a atividade na madrugada é mais tranqüila. “Eu já estou acostumado”, diz Carlos José Martins, gerente de uma rede de fast food de Bauru que funciona 24 horas.

Ele diz que o seu organismo é muito mais ativo à noite do que durante o dia, o que facilita o desenvolvimento de suas tarefas profissionais. “Eu consigo dormir normalmente ao chegar em casa e me sinto muito bem quando acordo”, conta.

A auxiliar de enfermagem Rosemeire Aparecida da Matta também é adepta do serviço noturno. Ela atuou nesse horário durante quatro anos e diz que nunca sofreu nenhum tipo de conseqüência. “À noite, é muito mais tranqüilo para trabalhar. Eu nem sinto sono”, destaca.

Como é solteira, ela salienta que tem um sono mais tranqüilo durante o dia, já que não precisa se preocupar com os cuidados com filhos e com a arrumação do lar. “Moro só com a minha irmã e nós mantemos a casa sempre arrumada. Não tem muita coisa para fazer”, diz.

Agora ela está trabalhando durante o dia, mas sente falta das suas noites em claro no hospital. “Se tiver que ficar 24 horas trabalhando, eu agüento numa boa, sem problema”, frisa.

Há um ano, a balconista de frios Helena Rosa Manhani Gonçalves está trabalhando à noite. Ela entra às 19h e sai à 1h em um supermercado da cidade. O horário é considerado “muito bom” por ela, que consegue até sair para passear depois do expediente. “Não me sinto cansada, tenho pique até para me divertir quando saio do trabalho”, diz.

Ela conta que dorme pela manhã e tem a tarde toda para colocar em dia os seus compromissos pessoais. “Eu me acostumei bem nesse horário”, garante.

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