Sou leitora de domingo, é verdade! Mas no dia 22/6, ao abrir o jornal e ler um dos artigos da página 2, perdi totalmente a vontade de prosseguir na leitura do mesmo. Explico, sou funcionária pública de carreira (daquelas que prestam concurso, trabalham realmente a vida inteira), sem data base, reajuste automático, sindicalismo, negociação, etc. para no final da vida, poder aposentar com a mesma condição que vivemos durante o período legal trabalhado, diga-se de passagem ao encerrar o período de trabalho, não temos FGTS, durante a vida não temos direito a adquirir imóveis com o uso do Fundo etc, etc, etc. Enfim, aquilo tudo que não é notícia e não interessa a imprensa divulgar. Assim quando alguém escreve um editorial dizendo que o atual presidente (devidamente vestindo ternos de grife e gravatas italianas, esquecendo de dizer que, após cinco anos de mandato, receberá pelo resto de sua vida o salário de presidente) está querendo “salvar” o País tirando “os privilégios do funcionalismo” (não dos juizes , desembargadores, militares, políticos e outros diferenciados), mas de nós, os barnabés, alguns que até ganham menos que o salário mínimo do País (não é o meu caso, também não faço parte dos diferenciados). Além de falar que os banqueiros também terão seus ganhos reduzidos (até agora não vi nenhuma medida neste sentido!), junto com as aposentadorias milionárias. Gostaria de dizer que alguns brasileiros entendem as falas dos políticos, mesmo quando disfarçadas em palavras simples ou rebuscadas de termos “eruditos” . Por favor , informem ao senhor Zarcillo (seu colaborador), que apesar do editorial ser a expressão da opinião do jornalista, ele deveria ao menos, em consideração aos leitores, procurar conhecer o lado daqueles que não estão no poder e portanto não precisam ser bajulados, mas deveriam ter seus direitos expressados, por quem se diz “independente”. Lembrando que não sou uma profissional da palavra (escrita ou falada), e pedindo desculpas por qualquer erro ou falha no domínio da técnica ou linguagem. Atenciosamente. (Rosa Lúcia Leme Abicair - RG. 7.517.423)
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