Lençóis Paulista – A equoterapia é utilizada com o objetivo de proporcionar ao portador de necessidades especiais melhor qualidade de vida, desenvolvendo suas potencialidades e visando sua integração na vida em sociedade. A reabilitação é trabalhada no plano físico, psíquico, educativo e social.
De acordo com o fisioterapeuta da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Adriano Athanazio, no campo da reabilitação física, a equoterapia pode proporcionar ganhos motores, equilíbrio corporal, relaxamento, controle da postura e fortalecimento da musculatura. O movimento rítmico do animal exige participação do corpo inteiro do praticante.
Para a psicóloga Danieli Roza, a própria andadura do cavalo proporciona estímulos ao portador de deficiência. “O cavalo substitui o movimento que a criança com comprometimento físico não tem. Para a criança paraplégica, por exemplo, é como se o cavalo fosse uma extensão do corpo dela”, afirma.
Durante a sessão, os terapeutas também ajudam a estimular a fala, linguagem, cor, memória, percepção visual e auditiva, raciocínio e formas geométricas. Para tanto fazem uso de vários instrumentos pedagógicos, além de bolas, cones, bambolês, entre outros.
No campo social, segundo a psicóloga, a equoterapia é capaz de diminuir a agressividade e estabelecer limites aos praticantes, além de desenvolver a auto-estima e estimular o processo de inclusão social. “A criança de cadeiras de roda vê o mundo de um panorama diferente do nosso. O cadeirante tem que olhar para cima para conversar com qualquer pessoa. Sobre o cavalo ele está no alto e olha para baixo para falar com qualquer pessoa. Isso ajuda na sua auto-estima”, exemplifica Roza.
Segundo a psicóloga Cláudia Finco, esse tipo de terapia é eficiente para vários tipos de reabilitação e recomendado para pacientes que apresentam quadro de deficiência mental, física, ou pessoas que perderam os movimentos em acidentes ou derrames. “O que vai possibilitar ser praticante ou não é o exame médico com um especialista que esteja vinculado a esse paciente”, afirma.
Segundo a psicóloga da Apae, apesar do trabalho desenvolvido em Lençóis Paulista estar no princípio, alguns resultados já podem ser percebidos no comportamento das crianças. “Tem crianças que já estão conversando mais, por exemplo.”