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Pólo de Gavião vai produzir o ALX

Por Renê Gardim (Tribuna Impressa | especial para o JC)
| Tempo de leitura: 3 min

Gavião Peixoto - A Embraer confirmou o início da produção do ALX (Aeronave Leve de Ataque), versão Super Tucano, para este mês no Pólo Aeronáutico, em Gavião Peixoto (117 quilômetros a Nordeste de Bauru). Assim, a empresa mantém o cronograma que prevê a entrega da primeira unidade do modelo para a Força Aérea Brasileira (FAB) para dezembro.

O Super Tucano será fabricado no hangar que abriga atualmente a reforma dos F-5. A FAB foi o primeiro cliente do Super Tucano, comprando 76 unidades e mantendo mais 23 opções, em agosto de 2001.

O novo avião, com configuração monoposto e biposto, vai ser utilizado no treinamento e missões operacionais na Amazônia. Atualmente, várias forças aéreas no mundo estão avaliando o Super Tucano.

A FAB selecionou o ALX por ser um avião multimissão que apresenta o melhor desempenho para treinamento e missões operacionais, além de reunir custo, benefício e qualidade como nenhum outro da sua categoria.

O projeto incorpora um sistema aviônico de última geração, e que garante potencial de crescimento e atualização por muitos anos.

Além de apresentar baixos custos de aquisição, operação e treinamento, o Super Tucano incorpora soluções para as forças aéreas como, por exemplo, treinamento virtual em vôo, além de mostrar excelente desempenho de operação, segundo informações da Embraer.

A empresa tem papel importante no Sistema de Defesa Brasileiro - mais de 50% da frota da FAB é composta de produtos Embraer.

Na versão destinada à FAB, o ALX conta com um avançado sistema de navegação e ataque, dispondo de instrumentação de vôo compatível com o uso de óculos de visão noturna, dois mostradores multifunção de 150 x 200 mm, um espaço de pilotos configurada para operação Hotas (Hands-On Throttle and Stick) e dois computadores centrais de missão.

É uma das principais opções para o treinamento eficiente e barato dos pilotos para os caças de 4ª geração. A cabine do tipo “all-glass”, com todos os instrumentos visualizáveis nos mostradores de cristal líquido (LCD), permite que a carga de trabalho dos pilotos seja baixa, aumentando sobremaneira a eficiência de missão, tendo sido projetada para missões diurnas e noturnas sob qualquer tempo.

A versão biposto do ALX possui plena capacidade de operar um sensor infravermelho instalado no ventre da fuselagem e que permitirá a realização de missões noturnas de vigilância e ataque.

Sua performance, com um motor turboélice PT6A-68/3 de 1.600 SHP (potência no eixo), permite uma flexibilidade operacional bastante significativa. Todo o controle do motor e hélice é feito por computador (tanto do posto dianteiro como do traseiro).

A estrutura da fuselagem e asas foi desenvolvida com os mais modernos recursos tecnológicos para projeto e desenvolvimento. É resistente à corrosão e sua capota (canopy), que se abre lateralmente para a direita, possui um pára-brisa capaz de suportar, à velocidade de 300 nós (555 km/h), o impacto de um pássaro de 4 libras (1,8 kg) de peso.

O ambiente de cabine foi melhorado, permitindo um universo muito maior de pilotos (masculinos e femininos), tendo sido introduzida também uma pressurização de 5 psi (0,34 bar) para melhorar ainda mais a habitabilidade da cabine.

Seu teto de serviço é superior aos 35.000 pés (10.668 m) e incorpora, dentre outros, novos sistemas Obogs (geração de oxigênio a bordo), sistema anti-g, assentos ejetáveis que permitem a ejeção segura do piloto com zero de velocidade e no nível do solo, trem de pouso reforçado e um novo sistema de controle ambiental.

Capaz de carregar um amplo leque de bombas convencionais e inteligentes, mísseis ar-ar, casulos de metralhadoras e canhões, o ALX está ainda equipado com duas metralhadoras embutidas nas asas. Possui capacidade para carregar 1,5 tonelada de armamentos.

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