Polícia

Ladrão pára moto com pedra na pista

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O vigilante Luiz Fernando Gravio, 22 anos, morador no Parque Nova Paulista, foi vítima da “pedra na pista” na madrugada de ontem, na rodovia Bauru/Jaú, próximo ao Jardim dos Tangarás. Ele não conseguiu desviar de um paralelepípedo deixado no meio da pista, bateu a moto, caiu no solo e foi roubado por dois ladrões, que saíram do meio do mato. É o segundo assalto nesta semana, no mesmo ponto da rodovia, usando a tática da pedra na pista.

Na segunda-feira à noite, três ladrões assaltaram dois ocupantes de uma Saveiro na Bauru/Jaú após o veículo ter furado o pneu ao passar sobre uma pedra deixada na pista. O trio, que estava armado com um revólver, levou R$ 50,00, vários documentos e até os sapatos das vítimas e fugiu no veículo. A seqüência de roubos já preocupa a Polícia Militar Rodoviária.

O tenente Fernando Xavier Pinto, relações públicas do 2.º Batalhão da Polícia Rodoviária, conta que já estão sendo tomadas medidas em função dos dois assaltos. “Estamos aumentando o policiamento ostensivo em toda a Bauru/Jaú, mas em especial no trecho onde ocorreram os assaltos, que agora também é ponto de estacionamento de viatura. Além disso, o Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) estará patrulhando a região com vistas a suspeitos e vai fazer abordagem e atuar na parte criminal”, afirma.

No roubo da madrugada de ontem, o motociclista contou à polícia que não teve tempo de desviar da pedra, que estava na pista. Gravio caiu da moto e sofreu escoriações. Quando tentava dar partida no veículo, foi surpreendido por dois ladrões, com uma arma de fogo, que levaram sua carteira documentos. A vítima diz que, por causa da escuridão, não viu a fisionomia dos assaltantes.

O tenente Xavier explica que na região de Bauru não são muito comuns os ladrões colocarem obstáculos na pista para forçar a vítima a parar. “Em rodovias próximas a São Paulo e no litoral é comum colocarem não só pedras na pista, mas também miguelitos (pregos de várias pontas) e tábuas com pregos”, conta.

Porém, ele admite que há risco de novos assaltos com a tática da pedra no trecho da Bauru/Jaú entre o Zoológico Municipal e o trevo de acesso a Pederneiras. “Trechos de rodovias que cortam a cidade sempre são críticos. Aqui em Bauru, temos três. Além da Bauru/Jaú, merece atenção a rodovia Bauru/Marília, entre a Cesp e a Vila Dutra, e a rodovia Bauru/Arealva, na altura da Vila São Paulo”, diz.

A orientação da Polícia Rodoviária aos motoristas é não parar na pista, mesmo que o veículo seja danificado por algum objeto. “O motorista deve seguir até encontrar um posto, uma base da polícia ou qualquer outro local em que possa pedir ajuda”, diz.

O delegado J. J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), não lembra de assaltos semelhantes em rodovias próximas a Bauru. “É um crime da região de São Paulo, que está chegando aqui. O motorista não pode parar. Se estiver com celular, deve ligar imediatamente para a polícia”, completa.

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