O único espetáculo deste mês de julho foi o crescimento de galos nas cabeças de quem enfrentou a tropa de choque do PT, comandado por João Paulo, presidente da Câmara dos Deputados. Com receio que os trabalhadores vissem corar de vergonha os membros da Comissão Especial, que aprovaram na íntegra o relatório da proposta de reforma da Previdência, o petista abriu um precedente perigoso. Até onde eu me recordo, é a primeira vez que isto acontece; nem no tempo da ditadura militar o Congresso Nacional foi ocupado pela polícia.
O que espanta aos meus olhos democráticos é ver os mesmos deputados petistas que faziam “corredor polonês” em outros tempos, vaiando e agredindo com palavras os deputados de outros partidos, agora chamando a polícia para impedir o livre ingresso dos trabalhadores naquela Casa do Povo. Seria inimaginável até outro dia dizer que o PT enviaria um pelotão-de-choque para barrar a entrada dos trabalhadores, infelizmente esta é a dura realidade. Ter um discurso democrático quando não se está no poder é fácil; difícil é manter a coerência e o exercício da democracia. Outra coisa: tirar da Comissão Especial alguns deputados que eram contra a proposta é um método autoritário, para não dizer totalitário. Cordialmente.
Pedro Romualdo