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Hospitais rodoviários


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À medida que aumenta o número de veículos motorizados no País, cresce o movimento nas rodovias construídas pelos governos e por proprietários de sítios, fazendas e chácaras localizadas à margem delas. Acontecem, por isso, mais acidentes ao longo dos percursos. A história não o esconde de maneira alguma, consoante os relatos dos meios de comunicação, que têm nas ocorrências mais fontes diárias para seus noticiários genéricos. Mas não só desarranjos em veículos são atribuídos como causas das sucessivas tragédias, porque um outro fator concorre para elas: a imprudência dos condutores de automóveis, “peruas”, caminhões, motocicletas e outros tipos de viaturas motorizadas, que trafegam a velocidades descomunais, a qualquer hora do dia ou da noite, indiferentes aos perigos que se encontram à sua dianteira e que podem custar-lhes a morte ou ferimentos graves e penosos, assim como custos elevados na recuperação mecânica de seus “carangos”.

Está sendo objeto de influentes iniciativas em alguns setores a construção de hospitais e ambulatórios médicos à margem dos caminhos mais movimentados do País, como os existentes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. E a sua validade é incontestável, que não seja para reduzir os acontecimentos e, sim, para facilitar o pronto atendimento ou socorro menos moroso às vítimas, por diminuírem as distâncias entre os locais dos desastres e os hospitais urbanos e suburbanos. Então, a idéia é, sem dúvida, plausível, torcendo-se para que sua adoção seja agilizada quanto se possa, de maneira a urgenciar o surgimento de tais estabelecimentos nos locais necessários. Tanto dinheiro se gasta por aí com serviços pouco prestativos e este, porém, se ressalta indelevelmente, a qualquer preço, ainda que seus inventores não tenham culpa alguma pelas imprudências dos acidentados. Nossa cidade, graças ao pioneirismo da dinâmica Unimed, que o construiu e instalou em ampla área junto à Rodovia Bauru-Jaú, já possui o seu “hospital rodoviário”, amplo e moderno, restando agora que o exemplo seja seguido por outros congêneres, com condições de prestar assistência, junto às próprias estradas, a quem dela venha a necessitar. Adaptando o brocardo, diríamos que “os hospitais não são donos do mundo, mas são filhos dele...” É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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