O arquiteto e urbanista Jurandyr Bueno Filho, que desenhou o Parque Vitória Régia e a avenida Nações Unidas, foi contratado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) para prestar consultoria na realização do projeto de remodelação do parque.
Além da conclusão do projeto de engenharia e urbanístico, a Seplan aguarda uma verba federal para iniciar as obras e tentar acabar com o problema de inundações na avenida Nações Unidas.
“Queríamos o Jurandyr para começar a trabalhar na remodelação do parque, atendendo essa nova característica que ele vai ter, não só de lazer mas também de ser a barragem de contenção das águas”, diz Maria Helena Rigitano, secretária de Planejamento. Desde sua inauguração, há quase 20 anos, o Vitória Régia nunca passou por grandes reformas.
Bueno Filho diz que está muito feliz com sua participação neste projeto, e diz que pretende não só ajudar em sua elaboração, mas também na remodelação do Vitória Régia. “Queremos um projeto que evite as conseqüências gravíssimas das chuvas. Como autor, fui convidado para fazer parte dessa equipe que vai estudar o que pode ser feito para sanar este problema. Estou muito contente em participar, e quero também fazer com que a comunidade participe da questão”, afirma o arquiteto.
Uma proposta de projeto da barragem foi apresentada pela empresa Argos S/A Ltda em novembro do ano passado. Ela prevê a construção de uma estrutura do lado esquerdo do parque, próximo ao playground, onde há uma área de descanso. A água da chuva que desce da avenida Nações Unidas e das ruas adjacentes seria represada neste local, inundando parte do Vitória Régia.
No caso de chuvas mais fortes, o palco do anfiteatro, alguns degraus da arquibancada, os lagos e parte da área verde permaneceriam submersos por algumas horas, até a redução da chuva e o processo de vazão da água. Também será necessára a implantação de galerias nos bairros vizinhos à avenida. O custo previsto para a obra completa chegaria a R$ 12 milhões.
Bueno Filho pensa que estas propostas ainda precisam ser mais estudadas. “Por enquanto, essas são soluções muito primárias, muito simplistas. Existem atualmente soluções mais sofisticadas. Não sabemos como a população vai encarar ver o parque inundado em determinadas épocas do ano”, questiona.
Maria Helena explica que as verbas para as obras da barragem e da revitalização do parque devem vir do Orçamento da União. Ela diz que existe uma verba de R$ 24 milhões para obras em algumas cidades, e Bauru é uma das Prefeituras que apresentou propostas. “O pessoal do Tribunal de Contas esteve em Bauru e aprovou as contas da Prefeitura. Logo, essa comissão deve pedir os projetos e as obras no Vitória Régia é um dos que vamos apresentar”, afirma a secretária.
Amanhã, o arquiteto se reúne em São Paulo com a equipe da empresa Argos que está trabalhando no projeto das barragem para darem continuidade aos trabalhos.