Recife é uma cidade literalmente iluminada. De dia pela luz do sol, à noite pela luz da lua e dos prédios históricos.
Uma Capital privilegiada que teve a oportunidade de progredir com a chegada dos holandeses, em 1630, sob o comando de Maurício de Nassau, que nasceu na Alemanha, mas veio ao Brasil bancado pela coroa holandesa.
Culto e visionário, Nassau, que nunca se casou, dedicou parte de sua vida a fundar em Pernambuco uma cidade nos moldes de Amsterdã. Construiu canais, palácios, pontes e prédios públicos que enobreciam a futura vila.
Com a expulsão dos holandeses em 1654, o governo retornou às mãos dos portugueses que, infelizmente, destruíram muitas obras edificadas por Nassau.
Mesmo assim, restaram da época dos holandeses e dos portugueses muitos monumentos coloniais e barrocos que fazem o registro de um passado de glória.
Caminhando pelo Centro do Recife ou pelo Recife antigo, o visitante vai deparar com fachadas de azulejos portugueses ornadas por pinhas e pirâmides de louça dos antigos casarões.
Esse material era importado da cidade do Porto e vendido a ricos comerciantes que gostavam de ostentar luxo em vivendas e suntuosos sobrados, fonte de inspiração para pintores e poetas.
Apipucus e os Brennand
Estando em Recife não se limite à praia e ao Centro. A Capital de Pernambuco precisa ser desvendada de “cabo a rabo”, como dizem os nordestinos.
Há inúmeros bairros e lugares mágicos e culturais para visitação, como o recém-inaugurado Instituto Ricardo Brennand, o Museu-Oficina Francisco Brennand e a Fundação Gilberto Freyre, esta em Apipucus, bairro onde o sociólogo passou grande parte de sua frutífera vida.
Apipucus, Monteiro e Casa Forte são os bairros mais tradicionais “do” Recife (como a ela se referem seus moradores). São bairros que descem das colinas para a planície, cercados de verde e limitados de um lado pelo rio Capibaribe e de outro pela estrada. Partes de um cenário cercado de magia que faz com que o visitante entre de cabeça nas obras de Freyre, prove na imaginação seus licores de pitanga e tenha interesse em desvendar a história de um Brasil que mistura branco, negros e índios.
Além do solar “casa-grande”, onde viveu o sociólogo, estão localizadas entre Casa Forte e Apipucus a Fundação Joaquim Nabuco, o Museu do Homem do Nordeste, o Ibama, a Editora Massangana, o Centro de Estudos - Cehibra e a União Brasileira de Escritores.
Moda em Recife
A caravana da moda está a caminho do Recife. De 25 a 27 deste mês, grifes do Rio de Janeiro, São Paulo e do Nordeste vão desfilar suas coleções Primavera-Verão 2004 nas passarelas do Shopping Recife Fashion 2003.
• A viagem da jornalista foi oferecida pela Comissão Integrada de Turismo do Nordeste (premiação de melhor reportagem em jornal de circulação regional) e pela VASP.