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Greve interrompe reforma do PAI

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Os funcionários da empresa ZHP Engenharia e Comércio Ltda., responsável pela reforma do Pronto-Atendimento Infantil (PAI) de Bauru, entraram em greve ontem pela manhã. Eles alegam que ainda não receberam o salário e a cesta básica referentes a julho, o que deveria ter sido feito no último dia 6. A empresa diz que não fez o pagamento porque não recebeu o repasse de verba da Prefeitura Municipal de Bauru.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de Bauru, Aloísio Costa, afirma que 25 funcionários estão parados. Segundo ele, uma assembléia será realizada hoje pela manhã para decidir os rumos da greve. “Independente disso, já está decidido que eles não voltarão a trabalhar enquanto não sair o pagamento”, diz.

O diretor do Departamento Pessoal da empresa, Odilon Francisco, reconhece a dívida, mas afirma que os salários serão pagos assim que houver o repasse da prefeitura. “Eles comunicaram que a autorização será publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de sábado e, na segunda-feira, estaremos efetuando o pagamento”, declara.

Francisco garante que 15 funcionários trabalham no local, dez a menos do que diz o sindicato, e que 70% deles teriam voltado às atividades ainda ontem, após serem comunicados de que receberão o salário no início da próxima semana. “Acredito que o restante seguirá o mesmo caminho amanhã (hoje)”, opina.

O diretor do sindicato nega, porém, que parte do grupo tenha abandonado a greve. No final da tarde de ontem, o que se via no local era um grupo de cerca de dez trabalhadores parados, alguns jogando cartas.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a autorização de pagamento à empresa deveria ter sido publicada no Diário Oficial de ontem, mas houve um erro e ela sairá na edição de sábado. Com isso, o repasse poderá ser feito na segunda-feira.

A reforma do PAI começou no início de agosto e a previsão é de que ela dure três meses. O custo das obras está estimado em cerca de R$ 130 mil. Desde maio, porém, o prédio deixou de prestar o atendimento infantil para receber os pacientes do Pronto-Socorro Central, que estava sendo remodelado.

Atualmente, as crianças estão sendo atendidas nas unidades básicas de saúde do Núcleo Mary Dota, Vila Ipiranga e Jardim Bela Vista.

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