Tribuna do Leitor

A indústria da multa


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É pela expressão acima que grande parte dos motoristas identifica o serviço de fiscalização efetuado pela Divisão de Trânsito da Polícia Militar. Esta, provavelmente, considera a expressão pejorativa e injusta. Mas será mesmo injusta? Vamos a um caso concreto: fui autuado por falta do uso do cinto de segurança, quando o usava. Em meu recurso à Jari, expliquei que não fui abordado, que os policiais estavam a mais de 50 metros de distância e, talvez por isso, não tenham visualizado o uso do cinto e, claro, pedi anulação da autuação por ilegítima. O recurso foi indeferido por “argumentação insuficiente” (sic). O que terá faltado? Talvez um atestado de idoneidade e boa-fé por parte do arcebispo local ou, quem sabe, do Vaticano. Como não pude obter nenhum dos dois, terei que pagar a multa e contar três pontos em meu prontuário, apesar de estar rigorosamente dentro da Lei. O episódio serviu, ao menos, para mostrar que a pecha do título pode até ser pejorativa, mas nunca injusta.

Edson Marin do Ó - RG 4.234.773

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