O comerciante bauruense José Jorge já sentiu na pele - e no bolso - as conseqüências de achar que um veículo 4x4 é um tanque militar. Apesar de já ter sido dono de praticamente todos os modelos disponíveis no mercado brasileiro com tal componente, ele conta que nenhum deles atendeu plenamente suas necessidades de proprietário rural. E pior: ainda lhes geraram enormes prejuízos.
Por conta de suas atividades profissionais, José freqüentemente é obrigado a deslocar-se por estradas de terra de difícil condição de dirigibilidade, pisos indicados para veículos off-road. “Quando comprei meu primeiro 4x4 achava que ele passava em qualquer lugar. Mas logo notei que ele tinha dificuldade em superar atoleiros”, recorda.
Insatisfeito com o desempenho do auto, o comerciante adquiriu um jipe de outra marca pensando que seus problemas estariam resolvido. Mas para seu azar estava enganado. Após viajar cerca de 12 mil quilômetros em 40 dias, período em que se deslocou a vários Estados para visitar áreas rurais, José viu seu veículo praticamente desmanchar em suas mãos. “A carroceria teve de vir amarrada com arame”, conta.
Depois desse, vários outros modelos passaram pelas mãos de José, que continuou sofrendo. Cansado de tanta dor de cabeça, o comerciante consultou amigos e especialistas na linha off-road e concluiu que, para seu caso, a melhor saída era preparar um jipe Willys. “Preciso de um veículo capaz de superar as mais variadas condições fora-de-estrada, o que só conseguirei fazendo adaptações”, ressalta.
Por essas razões, José é taxativo ao aconselhar quem pretende adquirir um auto 4x2 ou 4x4. “É imprescindível informar-se o máximo possível sobre o veículo, como seus detalhes mecânicos e, principalmente, para que foi concebido. Nessa hora, revistas e profissionais especializados ajudam bastante”, ensina o comerciante.