Regional

Garça é vanguarda no tratamento

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A cidade de Garça (70 quilômetros a Noroeste de Bauru) foi uma das pioneiras no tratamento de esgoto. Em 1955, usou o sistema anaeróbio para tratar o esgoto da parte central da cidade. Na época, a idéia era usar o gás exalado para a iluminação pública, o que nunca chegou a se concretizar.

O sistema foi utilizado até o ano de 72, quando parou de funcionar por falta de manutenção. De 72 a 92, nenhum investimento na área de tratamento de esgoto foi feito pelo município, lembra o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAA), Cláudio Travassos Delicato.

Em 92, por exigência do órgão que dita as normas para loteamento, o Grapohab, foi feita uma estação de tratamento para atender 350 casas construídas pelo CDHU. “A estação permitiu o tratamento do conjunto habitacional e mais uma parte da cidade.”

No ano seguinte, o Saae implantou outra estação de tratamento, a lodo ativado por batelada. Em 99, a estação de tratamento Tibiriçá ficou responsável por 37% do esgoto e, para o ano que vem, o município espera inaugurar a terceira estação, um misto das duas anteriores - uma lagoa aerada.

Com a conclusão da terceira estação, o município cumprirá a sua tarefa perante o meio ambiente e oferecerá aos rios do Peixe e Iguapeí, água limpa.

Tarefa de casa

Duas bacias hidrográficas, a do Peixe e do Aguapeí, servem a cidade de Garça que é o primeiro usuário e primeiro poluidor das nascentes, explica o diretor. “Como estamos no alto das nascentes, a preocupação com o tratamento de esgoto não é só do município, mas de todos os outros que estão abaixo e se servem dessa água, como Marília que capta e se abastece dela.”

O diretor acredita que, com a conclusão da terceira estação, o município cumpra com a tarefa de casa. “Queremos atender a legislação ambiental em relação ao esgoto doméstico que é um dos poluentes dos rios, além de preservar as nascentes.”

Delicato lembra que 5 milhões de litros de esgoto são despejados por dia no rio do Peixe. “Quando tivermos 100% do esgoto tratado, a cidade de Marília vai gastar menos para tratar a água. Já o Iguapeí está livre da poluição porque as duas estações que estão em funcionamento tratam do esgoto que é lançado nele.”

A tarifa cobrada pela água e esgoto na cidade de Garça é de R$ 6,10 para o consumo mínimo, explica. “A taxa mínima de 10 mil litros por mês é de R$ 6,10 com água e esgoto. Cerca de 40% das residências gastam isso. O preço mínimo da Sabesp é de R$ 7,70 só para o esgoto. Estamos fazendo os investimentos com recursos do Saae, e do Fehidro.”

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