Faz um mês que partiu para o plano espiritual. Nós aqui ficamos com as saudades de suas palavras, de suas lições, de sua fé, de suas orações. Não queria falar do Roberto Previdello bancário, líder espírita, fundador de quase dez obras assistenciais, às quais dedicou sua vida, abrindo mão até mesmo de chances profissionais como a superintendência do B. do Brasil no RJ ou a gerência do mesmo banco em Nova Iorque, para não se afastar delas.
Queria falar do vovô Roberto. Do avô que Deus me deu o privilégio de conhecer e conviver. Do avô que nos momentos em que estava deprimida, muitas vezes em um simples telefonema dizia tantas coisas belas, me fazendo sentir a pessoa mais forte do mundo. Mesmo sabendo que eram elogios de avô, não me importava, pois eram do vovô Roberto.
Quando abracei a sua doutrina espírita, foram muitas as dificuldades, mas o senhor me apoiou, acreditou em mim, era o que bastava. O vovô Roberto me apoiava. Vencemos e desfrutamos de magníficos momentos junto a espiritualidade. Sempre admirei sua capacidade de perdoar, até que pude perceber que o sr. não perdoava, pois não chegava a sentir raiva de ninguém. Mágoas se transformam em amor fraterno. Seu lema sempre foi “Os bons não precisam de nós”. Seu exemplo de fé ficará em todos para sempre. Mesmo em seus últimos momentos quando o câncer lhe consumia, só ouvíamos de sua boca palavras de resignação, orações e lições espíritas. O sr. me ensinou que a vida não se acaba e é com essa certeza que sigo, tentando colocar seu exemplo em prática e aguardando o momento em que iremos nos abraçar no espaço. Valeu, vovô. Saúde e paz (espiritual).
De sua neta e fã, Márcia Fernandes Previdello. (RG 18.431.729)