Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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Redução de impostos e de taxas de juros ainda não foram suficientes para animar o mercado de veículos. As vendas em agosto caíram 11,2% em relação ao mês anterior, com um total de 94,2 mil automóveis e comerciais leves.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, os negócios despencaram 22%. O segmento foi beneficiado com a redução em três pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no início do mês passado.

Incluindo os resultados de caminhões e ônibus, as vendas somaram 100,8 mil unidades, o segundo pior resultado mensal do ano. Em junho, o mês mais fraco para o setor, foram vendidos 100,1 mil veículos no País. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas de automóveis e comerciais leves totalizam 811 mil unidades, 10,4% a menos do que em igual período de 2002.

“A redução do IPI foi apenas uma gota de água em um forno pegando fogo”, diz o diretor da revenda Volkswagen Sopave, Naul Ozi. Antes da queda, válida para os modelos com motor até 2.0, os preços dos automóveis tiveram reajustes mensais que variaram de 1,5% a 2,2%.

Ainda falta confiança por parte do consumidor em relação à estabilidade da economia, diz o presidente da Associação Brasileira de Concessionários Chevrolet (Abrac), João Batista Simão. Ele aposta em recuperação de vendas no terceiro trimestre e afirma que a redução do IPI, em vigor até o fim de novembro, foi totalmente repassada aos consumidores.

Com os pátios das fábricas e das concessionárias ainda lotados, as promoções vão continuar, principalmente para os modelos da linha 2003. A revenda Volks Primo Rossi, que conseguiu desempenho 33% melhor do que em julho, oferece descontos de 12% a 20% para vários veículos. Já a linha 2004, que começa a chegar nas próximas semanas, terá abatimentos bem inferiores.

Os números de vendas são ainda preliminares. O balanço completo do setor, incluindo as exportações, será divulgado na quinta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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