Economia & Negócios

Reforma tributária não alivia produção

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

A reforma tributária proposta pelo governo federal, e aprovada em primeiro turno pelos deputados na madrugada de quinta-feira, não vai trazer alívio para o “pagador de impostos”. Essa é a opinião do diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), José Luiz Miranda Simonelli.

Para ele, o texto da reforma não mexe nos impostos do setor produtivo, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). Simonelli cita que a indústria de informação consome matérias-primas não tributadas ou de alíquotas muito baixas, mas o industrial acaba amargando essa “isenção” anterior.

“Você não se credita de nada e paga integralmente o IPI do seu produto. Isso é mortal”, diz Simonelli. E acrescenta: “Você está pagando 15% do seu preço de venda para o governo federal. Com isso, você fica pouco competitivo em relação aos produtos que vêm de fora, que não trazem esse ‘custo Brasil’ no seu bojo.”

O economista Fernando Pinho tem opinião semelhante quanto à reforma aprovada: “De uma maneira muito clara, a carga tributária vai aumentar”. Para ele, o exemplo do ICMS é bastante claro, uma vez que são 27 leis diferentes e cada governador não abre mão de alíquotas maiores para seu Estado. “Isso acaba atingido a ponta do consumo”, diz.

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