Tribuna do Leitor

Iraque


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Desde que terminou a guerra oficial entre os Estados Unidos e o Iraque, isto é, aquela em que as nações se reúnem para discutir o início e as causas de um conflito bélico entre países, começou a famosa guerra-santa e também a grande ameaça aos soldados norte-americanos e a seus aliados do Reino Unido. De lá pra cá, os jornais estão noticiando diariamente dezenas de ataques terroristas em estabelecimentos em que se alojam ou freqüentam algum norte-americano ou aliado. Por essa razão, o presidente dos EUA está enviando mais soldados para as guerrilhas no Iraque e também pedindo aos seus aliados que façam o mesmo, como é o caso da Inglaterra e da Grã-Bretanha, que estão enviando novamente soldados para o sul do Iraque. Além disso, Bush está reivindicando ao congresso norte-americano a liberação de uma verba de quase US$ 80 milhões para sustentar sua opulência em relação aos ataques de grupos terroristas.

George W. Bush está tomando as mesmas medidas de antigos presidentes de seu país, que, durante a guerra do Vietnã, não cessavam o envio de tropas para que fossem guerrilhar e morrer nos campos vietnamitas e que acabou com a vergonhosa renúncia de Richard Nixon, mas isso depois da passagem de vários outros no poder ianque. Esse fato foi a maior vergonha para os Estados Unidos perante o mundo, pois além de gastar todo o dinheiro dos impostos de seu povo com os conflitos no Oriente, os soldados americanos e de outras nações que eram enviados morriam diariamente nas emboscadas dos vietnamitas, igual hoje estão morrendo vítimas de ações terroristas. Para os EUA e seu povo há duas opções: ou o seu presidente se cura de sua obsessão de querer dominar o mundo através da guerra e passa a investir esse dinheiro na fabricação de remédios e na erradicação de doenças ou Hollywood terá de inventar um novo Rambo que amenize a realidade vergonhosa e humilhante, transformando-a em uma divertida ação para as telas dos cinemas. PS: o consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode levar à dependência ou até a morte.

Marcelo dos Santos Carneiro

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