Entrelinhas

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Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Momento crucial

A Câmara Municipal de Bauru começa a viver hoje mais um momento crucial não só para ela mas para toda a cidade. Começa às 8h a leitura do processo que pede a cassação do prefeito Nilson Costa (PTB), cuja votação poderá ocorrer no sábado, embora tudo possa acontecer até lá. A TV Câmara (canal 10 da Net) transmitirá o início da sessão especial, ao vivo.

• Ritual cansativo

O processo todo tem pouco mais de 5 mil páginas, mas calcula-se que metade é formada por documentos anexados. Portanto, restariam 2.500 páginas a serem lidas, na razão de 50 páginas por hora, o que consumiria, em tempo corrido, 50 horas, ou seja, dois dias e duas horas.

• Embasamento

Os vereadores, como dissemos outro dia, sabem tudo sobre o processo. Não será possível alegar desconhecimento da causa que estão julgando. E mais: puderam sentir também o que pensam seus eleitores e a população de uma forma em geral. Portanto, poderão dar o seu voto com enbasamento. Na tribuna de cartas veiculada na página 24 de hoje, o leitor Gino Crês, ex-vereador, fala com muita propriedade sobre o assunto.

• Decisão polêmica

A reunião da comissão provisória do PDT que decidiu pelo fechamento de questão a favor da cassação de Nilson Costa (PTB) acabou gerando dissidência interna e um requerimento em defesa do prefeito. Um grupo de pedetistas argumenta que a decisão não foi coletiva e que a questão implicaria em arbitrar o voto do vereador.

• Suspeição de Faria

Como aconteceu em agosto de 1998, na cassação de Izzo Filho, a sessão de hoje começa com pedido de suspeição de vereador. No caso, a defesa do prefeito quer que Faria Neto seja impedido de votar por antecipar a decisão do partido. Assim, a sessão já começa quente, com uma decisão importante e que pode ter relação direta com o resultado.

• Rotina mantida

O vice-prefeito, Dudu Ranieri (PFL), disse que não vai alterar sua rotina nesta quinta e sexta-feira, quando a sessão estará em andamento na Câmara. “Vou trabalhar normalmente, mas estou pronto se precisar assumir”, disse. Dudu alfineta, porém, dizendo que não se reuniu com vereadores para pedir voto pela cassação. “Não assediei ninguém. Não é ético. O Nilson se reuniu com vereadores em 98 e agora tem assédio”, critica.

• Comparação

O vereador José Clemente Rezende (PDT) levantou que também não ocorreu o voto do presidente da Câmara quando da instalação da CP contra Izzo, em junho de 1998. Luiz Carlos Valle presidia a sessão. É que o advogado de defesa de Nilson, Paulo Lauris, levantou nulidade porque Majô não votou na instalação da CP da Carne, neste ano.

• Debate na Unesp

A Associação dos Docentes da Unesp vai realizar hoje, às 19h30, no anfiteatro da Faculdade de Engenharia, no câmpus local, um debate com o tema “Reorganização política dos trabalhadores e a luta contra as reformas neoliberais”. O presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, estará presente.

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