• Longe de bancos
O novo prefeito de Bauru, Dudu Ranieri (PFL), adiantou ontem ao JC que tem algumas posturas administrativas já definidas. A que mais chama a atenção é a decisão de rever o pesado empréstimo de US$ 30 milhões, em negociação junto ao Banco Mundial. Dudu é adepto de não emprestar nada de banco. Esta é, seguramente, sua primeira medida de impacto.
• Primeiros nomes
Alguns nomes começam a despontar na equipe de Dudu, pelo menos para fazer a transição de governo. São eles: Roberto Badan, especialista na área contábil e administrativa, que já atuou com o prefeito em outros setores e no DAE, e o professor Said Yusuf Abu Lawi, economista conhecido por sua heterodoxia.
• Cargos na mesa
Na entrevista que está nas páginas 3 e 4 de hoje, Dudu não se esquece de dizer que espera para esta segunda-feira que todos os secretários e assessores diretos do governo cessante ponham seus cargos à disposição. O prefeito fala em aproveitar alguns, de perfil mais técnico e com a devida competência.
• Carne com idéias
Hoje, Dudu espera todos os vereadores, sem exceção, para um churrasco em sua casa, na Quinta Ranieri. Até ontem à tarde ele não havia feito o convite a todos, mas é possível que o tenha feito até o final do dia. Quem não foi convidado, é melhor dar uma ligadinha antes de ir. Dudu diz que espera trocar idéias com os vereadores para empreender as primeiras ações de governo.
• Sobre o recurso
O ex-prefeito Nilson Costa (PTB) deve ter uma conversa amanhã com seu advogado, Paulo Lauris, antes de decidir se vai mesmo recorrer ao Poder Judiciário para tentar recuperar o cargo. Por sinal, a defesa de Lauris (uma hora e meia) foi uma atração à parte do processo. Incisivo, direto e por várias vezes irônico, ele desafiou cada vereador a provar onde havia elementos para condenar seu cliente.
• Testemunho pessoal
No esforço para convencer os vereadores sobre a inocência de Nilson, Lauris até fugiu aos padrões tradicionais de uma defesa jurídica para dar seu testemunho pessoal em favor do prefeito. Disse que antes de aceitar a causa foi verificar se Nilson realmente não tinha culpa. Segundo ele, o prefeito era inocente, pois não se atreveria a fazer a defesa de alguém que atentasse contra o patrimônio público.
• Questão de número
O vereador Leandro Martins (PTB) demonstrou, ao vivo, durante a sessão de julgamento de cassação do prefeito Nilson Costa (PTB), como costuma se comportar em momentos mais críticos da cidade. Assediado por favoráveis e contrários à cassação, Leandro, logo após a votação, declarou que votou pela cassação porque o placar já estava definido. Fosse o contrário,....
• Tô nem aí, tô nem...
Enquanto a adrenalina e a tensão estavam em alta na Câmara, na noite de sexta-feira para sábado, o secretário de Administração, José Angelo Padovan, curtia as emoções da motovelocidade, no Rio de Janeiro. Padovan preferiu a velocidade a acompanhar o final do governo do qual ele participava. É mais um exemplo de um governo que não soube formar grupo político-administrativo forte e coeso.