A maciez do cetim e da seda, o luxo do brocado e a feminilidade da gola cheongsan estão fazendo a cabeça de quem está antenado com a moda. Peças de estilo oriental se destacam no vestuário feminino, elevando o clima zen e deixando a mulher muito mais elegante.
O professor de moda Odil Zepper explica que essa tendência é chamada de Orient Express. “Entre todos os estilos que estão em alta, este é o que mais impregnou a moda. Ele vem desde o outono-inverno e permanece com força total”, diz.
De acordo com ele, isso está acontecendo por causa da relação que essa tendência tem com a década de 80, que está sendo relembrada com força total. “Tem aquela coisa da brincadeira do exagero dos anos 80, do excesso de brilho, dos ícones japoneses”, ressalta.
Ao mesmo tempo que esse estilo de roupa deixa a mulher com um look divertido, ele também privilegia o lado glamuroso e sensual dela. “Isso é atribuído, principalmente, ao cetim, que é o tecido da temporada”, frisa o professor de moda.
As roupas em estilo oriental tanto podem ser usadas no cotidiano quanto em ocasiões especiais. Zepper salienta que já está mais do que na hora de se acabar com o preconceito de não usar cetim durante o dia. “Não há problema de você esbanjar essa feminilidade também à luz do sol”, ressalta.
Quem está fora de forma também pode adotar esse visual. Basta evitar blusas e vestidos com muitas estampas, para não aumentar a silhueta. As peças em tons escuros são indicadas para disfarçar os quilinhos a mais.
Zepper diz que a moda oriental é bem democrática e pode variar do look feminino, voltado para mulheres mais maduras, até as peças com estampas divertidas, destinadas ao público jovem. “Para essa galerinha, o toque do oriente está mais na malha de viscose, com estampas engraçadas de calendários orientais, mangás (história em quadrinhos japonesa), heroínas, ideogramas, entre outras coisas”, ressalta.
Flor de cerejeira
A padronagem desses tecidos remetem a símbolos dos povos do outro lado do planeta. Flor de cerejeira, dálias, gerânios, dragões, gueixas, flores, caligrafias e símbolos japoneses são alguns dos desenhos presentes nessas peças, que podem ser blusas, vestidos ou saias.
Zepper lembra que, na temporada internacional dos desfiles de moda, apareceram muitas peças com desenhos de borboletas e pássaros, looks que estão sendo adotados fora das passarelas.
Mesmo para quem quer apenas dar um toque oriental ao vestuário, há opções. Experimente colorir o seu visual usando as belas e delicadas bolsas de mão decoradas, como as que as chinesas adotam.
Ou então, para criar um visual mais arrojado, aposte no obi, aquela faixa que é usada sobre as blusas, demarcando bem o corpo.
Zepper diz que, em Bauru, esse acessório não emplacou muito, mas ele faz bastante sucesso por aí afora. “É bom ter um obi no armário para incrementar o visual”, destaca.
Ele ensina: “De repente, você tem uma camisetinha básica, de malha - pode até ser uma regata nadador - e você joga um obi por cima dela. Está pronto um look muito legal para ser usado à noite!”.
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Made in Taiwan
Selina Wang Hsu Yueh Chu está morando há seis anos no Brasil e já domina o idioma português. Uma palavra ou outra pode escapar ao vocabulário dela, mas ela não perde a simpatia e o bom humor.
Ela é dona de uma loja no Centro da cidade especializada em produtos orientais. “É tudo importado”, garante.
Entre velas, ba-guás, sinos dos ventos e imagens de dragões e guerreiros, ela criou espaço para exibir as tendências da moda primavera-verão. São várias peças em seda e bordados, com um visual feminino e delicado. “Esse tipo de roupa está saindo bastante”, salienta.
De cores e estampas diferentes, é possível encontrar blusas no modelo cheongsan (com gola careca e com fechamento lateral), vestidos retos e com mangas japonesas, obi, bijuterias com ideogramas e bolsas estampadas.
Os preços variam: as blusas podem custar aproximadamente R$ 85,00, enquanto os vestidos estão na faixa de R$ 200,00. “É um belo vestido de festa”, comenta Selina.
Ela ensina que as blusas podem ser usadas com calça ou saia preta (reta), optando-se ou não pelo obi. Os cabelos, de preferência, devem ficar presos em um coque, arrematado por palitos de madeira. “É um visual bem elegante e feminino”, salienta.