A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ontem a proposta final para o acordo salarial dos bancários em todo País. Segundo o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, os empregadores ofereceram 12,6% de reajuste e abono de R$ 1,5 mil a ser pago dez dias úteis após a assinatura do acordo. A categoria reivindica 21,58% de reajuste.
De acordo com o diretor do sindicato Marcos Silvestre, a proposta ainda contempla Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 80% do salário de cada funcionário, mais um adicional fixo de R$ 650,00, pagos em duas parcelas.
“Se as assembléias setorizadas decidirem pela aceitação da proposta, a assinatura do acordo deve ocorrer no dia 10 de outubro. A nossa assembléia oficial está marcada para o próximo dia 9. Mas antes disso, a executiva nacional dos bancários vai fazer sua avaliação e dar uma indicação aos sindicatos locais”, diz Silvestre.
Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a proposta da Fenaban é insuficiente. Segundo Silvestre, é possível torná-la melhor se a executiva nacional e, sobretudo, os grandes sindicatos se empenharem.
“A proposta é insuficiente porque não cobre, sequer, a inflação. O abono de R$ 1,5 mil é significativo e nos interessa. O problema é que os salários continuam baixos e corroídos pela inflação. Mas se não houver empenho dos grandes sindicatos, não conseguiremos avançar”, avalia Silvestre.
De acordo com ele, atualmente o piso salarial da categoria é de R$ 624,03 (para funcionários admitidos há mais de 90 dias). Com a proposta da Fenaban, subiria para R$ 702,66.