Nilson Costa (PTB) retomou provisoriamente o cargo pregando humildade, talvez de olho na necessidade de ampliação da bancada minoritária que apoiou seu governo na Câmara. Ele obteve apenas seis votos contra a cassação, dos 21 possíveis.
O chefe do Executivo discursou por cerca de cinco minutos para assessores e correligionários e o grupo de vereadores que lhe deu apoio.
Apesar da lista de débitos gerados durante seu governo, Nilson Costa alegou que não há caos financeiro. Adiantou que não deve mudar sua equipe de colaboradores e anunciou que vai realizar um estudo financeiro para demonstrar que os compromissos não pagos até agora são contornáveis.
Leia a primeira entrevista de Nilson ontem à noite, ainda no plenário do Legislativo:
Jornal da Cidade - Qual a perspectiva com a obtenção da liminar? Nilson Costa - Recebo com bastante entusiasmo, otimismo e acima de tudo com humildade, certo das responsabilidades, mas bastante satisfeito porque a justiça está sendo cumprida, confiando sempre no Poder Judiciário. Mãos à obra, para desmanchar aquilo que se fez de pessimismo e mostrar realmente nosso otimismo à frente da condução dos destinos de Bauru.
JC - Que avaliação o senhor faz dos 23 dias de governo de Dudu Ranieri? Nilson - Espero que esse período tenha servido para que as pessoas analisem e vejam que por vezes foram muito críticas em relação ao nosso trabalho. Porque no momento em que nós saímos de repente parece que se desenhou um clima de caos na cidade e nós vamos demonstrar que esse caos não existe.
JC - Será imediata a recondução do grupo que colaborou com o senhor e os secretários? Nilson - Nada impede que nós é tragamos de volta toda a equipe que esteve conosco durante a interrupção do processo democrático. Mas como o governo será reinstalado, se houver alguma modificação será neste período e até o final do ano.
JC - A indefinição política e as trocas no poder geram prejuízos à cidade? Nilson - É sempre desagradável e fica a imagem lá fora que Bauru é uma cidade sempre tomada por problemas de irregularidades e falta de normalidade. Acho que com essa manifestação do Poder Judiciário as coisas se restabelecem e se demonstra que afinal de contas não existiam os motivos que levaram à nossa cassação. É o que procuraremos demonstrar daqui por diante.
Imprensa - A se a Câmara derrubar a liminar? Nilson - Olha, cada dia é um dia. São etapas que vêm ao longo desses cinco anos e meio. Vamos procurar demonstrar que sempre agimos junto com a lei, a ordem e a ética.
JC - Que medidas emergenciais o senhor vai adotar amanhã (hoje)? Nilson - Vamos discutir junto com a Secretaria de Finanças do Município que realize um estudo e examine toda a situação financeira em relação às acusações que foram feitas neste período em que estive ausente. Tenho a certeza de que a Secretaria de Finanças vai atestar a legalidade e a regularidade das contas. Vamos chamar nossa equipe de volta, com exceção da Cohab onde há prazo para convocação de assembléia.
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