Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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SOLUÇÃO CASEIRA

Juninho comandou ontem seu primeiro treino como técnico interino do Corinthians e afirmou que tem como objetivo principal ser efetivado no cargo. A experiência do ex-zagueiro com os jovens atletas, com quem trabalhou no time de juniores, será importante. O Corinthians é um grande clube, mas no momento tem uma equipe fraca. No máximo se equipara a quase todos os times que estão da zona intermediária para baixo na classificação do Campeonato Brasileiro. O Flamengo também optou pela solução caseira, ao decidir pela efetivação de Waldemar de Oliveira (irmão de Oswaldo) e do preparador físico Fabio Marehsedjian no comando da equipe rubro-negra. Oswaldo de Oliveira prefere trabalhar no Japão do que no Parque São Jorge. Afinal, não nasceu ontem. Júnior que o diga. O Corinthians precisa é de bons jogadores e não de quem faça milagre. Técnico não é milagreiro. Já o Flamengo, além de bons atletas, precisa pagar elenco e comissão técnica. Na Gávea, Oswaldo não vê a cor do dinheiro há muito tempo, e ninguém vive de brisa.

POLÊMICA

Vanderlei Luxemburgo entrou de sola na polêmica Edu Dracena x Alex Alves, ocorrida no clássico de domingo entre Cruzeiro e Atlético-MG. O treinador reuniu a imprensa na Toca da Raposa-II para manifestar a sua opinião sobre o lance no qual o atacante do Galo foi atingido por uma cotovelada, desferida pelo zagueiro cruzeirense. “Vi e revi o lance várias vezes pela TV. Não vi nada demais que pudesse incriminar o Edu. Ele foi imprudente, é verdade, mas não desleal. Quem jogou futebol sabe que foi algo involuntário, um choque casual” - declarou Luxemburgo, criticando o atacante do Galo, dizendo que ele dramatizou a situação. Também vi o lance na televisão e não acho que foi um choque normal. Para mim, Edu Dracena foi maldoso.

BALADA

César, Jean Carlo, Rodolfo, Sidney, Lopes e Joãozinho teriam ido para uma boate em Goiânia após a derrota por 6 a 1 para o Goiás pelo Campeonato Brasileiro. A informação foi revelada segunda-feira pela Rádio Tupi do Rio. Antes do jogo é que não poderiam farrear, mas de qualquer forma, pega mal jogador ir para a balada com o time na UTI.

FOLCLORE

Os jogadores do Fernández Vial, da Segunda Divisão chilena, acusam o árbitro Francisco Caamaño de prejudicar o time por ciúmes. Segundo eles, o juiz que apitou na derrota da equipe para o Copiapó por 1 a 0 estaria se vingando porque um deles saiu com sua ex-noiva. Depois chamam Bauru de Sucupira e dizem que o Brasil não é um país sério.

LAMENTÁVEL

Domingo passado, no Padilhão, o tempo fechou feio na partida entre Falcão e Porto pelo campeonato da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA). Arbitragem agredida, rabo de arraia para todo o lado e o escambau. O que pinta de confusão nessa competição da LBFA, segundo meus informantes, não está no gibi.

MARAVILHA

Narciso, bom jogador de marcação, reaparece no time do Santos na partida contra o Atlético Paranaense, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Seu retorno - ficará no banco de reservas - consolida mais uma das muitas vitórias do jogador depois da leucemia diagnosticada em janeiro de 2000, nos exames de pré-temporada do Peixe.

LABORATÓRIO

O Noroeste foi apático, abusou do direito de jogar mal e mereceu perder para o América sábado passado, em Bauru. Com mais esse tropeço em casa - vinha de derrota para o Marília B -, o Norusca está fora da luta pela classificação para as quartas-de-final da Copa Estado de São Paulo. Mas essa copinha manteve o clube em atividade, chegou a despertar o interesse da torcida e serviu como laboratório para a Série A3 de 2004.

VOANDO BAIXO

O tablóide inglês “The Sun”, responsável pelas fotos e pela reportagem da festa de vandalismo de Michael Schumacher no autódromo japonês, domingo, publica mais uma reportagem curiosa. Desta vez, o personagem é o alemão Willi Weber, empresário dos irmãos Schumacher, e que também esteve presente na festinha nos boxes de Suzuka. O empresário teria declarado ao jornal que Schumi queria esnobar a Ferrari em 96. Schumacher achava que estava falando coisas sem noção quando o empresário sugeriu no fim de 95 que ele fosse para a Ferrari. Na época, a escuderia italiana sofria para vencer corridas, quanto mais um campeonato. “Por que eu iria querer dirigir um daqueles carros vermelhos que vivo ultrapassando na pista com a minha Benetton?”. Mas que o hexacampeão mundial de F-1 é um piloto fora-de-série, isso é ponto pacífico.

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