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Selic em 19% ao ano: o que vale a tendência


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A redução de 1 ponto percentual na taxa de básica de juros, a chamada taxa Selic (Sistema Eletrônico de Liquidação e Custódia), ficou dentro do esperado pelo mercado. Depois de quedas mais expressivas, o Banco Central volta ao comportamento gradualista. Desde junho, a queda acumulada é de 7,5 pontos percentuais. Se analisarmos friamente esse 1 ponto percentual, pouco reflexo terá nos juros para o tomador final. Impacta, sim, na redução do custo da rolagem da dívida interna (custo menor dos títulos públicos que remuneram a base da taxa Selic). Não obstante essa afirmação, devemos considerar a tendência, e essa é positiva.

Alguns indicadores podem levar a um ânimo adicional, refletido na melhoria da produção industrial e do nível de emprego nesse setor. Mas estamos distantes de uma recuperação mais contundente. Alguns indicadores ainda são sofríveis: desemprego (queda pequena); crescimento do PIB (não chegaremos a 1% esse ano); renda do trabalhador (esse vem despencando ladeira abaixo). Além desses aspectos, os bancos, no Brasil, são conservadores, posição essa refletida no baixo volume de crédito disponibilizado ao público (não a chega a 30% do PIB).

É um ambiente de transição, que se não contempla a velocidade desejada, ao menos indica o caminho. A sensação é que o pior já passou, mesmo porque, um desempenho tão horrível como o verificado no primeiro semestre desse ano não há como suportar. Fiquemos com a tendência positiva.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, mestre em comunicação, vice-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru e Delegado do Corecon.

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