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Editorial

Da Redação
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O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, garantiu que não haverá alterações nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha “no curto prazo”, apesar da recente alta no preço do petróleo provocada pela redução das cotas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).“Estamos com os preços literalmente alinhados ao mercado internacional”, informou.

Dutra disse que a empresa nao vê, “em uma perspectiva de curto prazo, aumento para nenhum combustível desses”, referindo-se a diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP). A empresa mantém o preço dos dois primeiros produtos estável desde 1.º de maio, quando promoveu queda nos preços. Já o GLP não teve nenhuma alteração este ano.

Segundo o diretor de abastecimento da companhia, Rogério Manso, a estratégia da empresa é manter os preços alinhados com o mercado internacional em períodos mais longos, sem promover alterações repentinas. “A política é manter o máximo possível de estabilidade”, afirmou. “Os gráficos mostram que, na média do ano, nosso preço está alinhado”, concluiu.

A falta de uma política definida de preços para os combustíveis é alvo de muitas críticas no mercado de petróleo, já que possíveis concorrentes da Petrobras na importação de produtos não têm segurança para atuar.

Executivos e traders do setor dizem que as importações por empresas privadas não deslancham por falta de previsibilidade dos preços. Há alguns meses, falava-se em redução no preço, idéia descartada devido a uma greve na Nigéria.

Em palestra no Clube de Engenharia do Rio, o presidente e diretores da Petrobras fizeram duras críticas à taxação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre equipamentos para produção de petróleo no Rio de Janeiro.

Segundo o diretor de serviços, Renato Duque, a medida aumenta o custo de projetos no Estado e pode levar a empresa a privilegiar outras regiões na hora de definir novos investimentos.

A plataforma P-51, para o campo de Marlim Sul, por exemplo, corre o risco de ser cancelada. Duque informou que a cobrança de ICMS onerou o projeto em US$ 130 milhões - dos US$ 700 milhões da oferta vencedora da licitação para a encomenda.

“Se tivermos de cancelar, vamos procurar alternativas, como a antecipação de outros projetos que estavam previstos lá para frente”, disse Dutra, explicando que o objetivo é evitar o adiamento da meta de produção de auto-suficiência.

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