Geral

Instituições não conseguem se enquadrar

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto algumas entidades assistenciais tem condições para requerer o selo de qualidade de responsabilidade social, outras ainda enfrentam dificuldades para conseguir o registro junto à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) e ao Conselho Municipal de Assistência Social.

É o caso, por exemplo, do Centro de Recuperação Ilha de Patmos, entidade que fica na rodovia Bauru-Iacangae trabalha na recuperação de dependentes químicos e que pelo menos há três anos tenta cumprir com as exigências estabelecidas pela Sebes e pelo Conselho.

“Estamos tentando nos enquadrar, mas esbarramos na falta de recursos. Sem o registro é difícil conseguir a colaboração da iniciativa privada. Nos negam até a possibilidade de participar de alguns eventos”, queixa-se o diretor administrativo Manoel Cardoso dos Santos Prado.

Ele diz precisar de cerca de R$ 50 mil para providenciar a reforma do prédio. Dificuldade da mesma ordem enfrentou a presidente do Núcleo Amizade, Marta Maria Segifredo. A entidade, que desenvolve projeto de apoio familiar no Parque Santa Edwirges, conseguiu se credenciar há um ano.

“Foi uma luta. Para instalar uma entidade é necessário ou ter muito dinheiro ou uma rede forte de voluntariado”, conta. Ela dispôs da colaboração de voluntários. Quem também conta com eles para conseguir o registro é o Projeto Crianças em Ação, instalado no Jardim Ferraz, que funciona como um núcleo do Centro Espírita Amor e Caridade.

“Não encontramos muita dificuldade porque temos o respaldo de muitos colaboradores, afinal o Centro Espírita e o Albergue Noturno são muito conhecidos”, explica a funcionária da área de captação de recursos Iracema Dias Coelho.

Mesmo conhecendo o contexto, a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Egli Muniz, diz que não tem como desobedecer a legislação. “As entidades precisam cumprir o mínimo dos requisitos”, explica.

Defende o mesmo posicionamento a Associação da Entidades Assistenciais e de Promoção Social, Paulo Sérgio Canalli. “Se não respeitarmos alguns critérios, vira festa. Tem gente que pode pleitear recursos públicos para aumentar seu próprio patrimônio”, alerta. Concorda com ele a direção da Sebes.

Comentários

Comentários