A respeito da carta do senhor Vicente Talarico, publicada no JC do dia 29 do corrente mês, entendo necessário traçar algumas considerações, na condição de diretor-presidente da Associação das Auto e Moto-Escolas de Bauru-SP. É de observar que, infelizmente, o nominado missivista está por demais mal informado, porquanto queremos crer que o mesmo não foi impulsionado pela mesma má-fé de algumas pessoas que deram tais declarações junto à imprensa, muitas vezes ocultando os próprios nomes, com vistas a destruir a boa imagem de uma instituição que há mais de 20 anos vem pautando com honestidade de conduta.
O que se observa nas palavras do missivista é que o mesmo absorveu as inverdades que foram veiculadas em forma de notícias na imprensa local. Não é verdadeira a cobrança de taxa para liberação de exames no Centro de Treinamento (CT). Por outro lado, também não é verdade que este diretor-presidente tenha contratado empregados para prestar serviços junto à Delegacia da 5.ª Ciretran.
Na verdade, estabeleceu-se entre os associados, há longo tempo, muito tempo antes do início da gestão deste diretor-presidente, que a receita da AAMEB teria por base a contribuição efetuada pelas próprias auto-escolas, a qual passou a ser chamada de tarifa de manutenção do CT e paga por cada auto-escola, na proporção do uso das instalações e equipamentos postos à disposição das mesmas naquele local. Certo é que tal proporcionalidade sempre teve por base a quantidade dos alunos de cada auto-escola.
Quanto aos trabalhadores que exerciam suas atividades junto à Delegacia da 5ª Ciretran, é de observar que a AAMEB não os contratava para trabalhar naquele órgão porquanto tal fato seria irregular. Na verdade, há mais de 15 anos estabeleceu-se uma verdadeira parceria entre a referida administração pública e esta associação. Os associados sempre entenderam estar prestando uma contribuição à comunidade bauruense ao suportar o ônus, decorrente dos salários e demais consectários legais, para suprir a necessidade em mão de obra que sempre foi carente naquele órgão. Tais pessoas não eram selecionadas ou escolhidas pelos associados da AAMEB, desta forma não há que cogitar em imoralidade ou mesmo em ilegalidade. Na verdade, esta associação somente cobria a folha de pagamento relativa a tais trabalhadores, os quais escolhidos, orientados e subordinados ao delegado da 5.ª Ciretran, prestavam serviços de relevância à comunidade bauruense.
Carlos Roberto Alves - diretor-presidente da AAMEB