Regional

HAC pode ter internação controlada

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) terá de fazer um remanejamento dos novos pacientes atendidos pela instituição. A medida, segundo informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, tem como objetivo evitar que os procedimentos de quimioterapia e radioterapia do HAC continuem aumentando além do teto físico-financeiro estabelecido no convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Antes de qualquer alteração, no entanto, o assunto deverá ser debatido entre o hospital e a Direção Regional de Saúde (DIR-10) de Bauru, segundo a assessoria.

De acordo com Affonso Viviani Júnior, titular da DIR-10, realmente existe uma disposição do governo de controlar as novas internações no HAC, mas, segundo ele, ainda não há nada definido sobre o assunto.

Na prática, a decisão anunciada pela assessoria da Secretaria da Saúde significa que parte dos pacientes com câncer que chegam ao HAC pela primeira vez, poderá ser encaminhada para iniciar tratamento em outras instituições especializadas em oncologia.

Os pacientes que já estão em tratamento não sofreriam qualquer mudança. Eles continuariam sendo atendidos pelo HAC. A medida deve valer apenas para os novos pacientes, segundo informou a assessoria de imprensa.

De acordo com dados da secretaria, cerca de 65% dos pacientes atendidos atualmente pelo HAC, via SUS, para procedimentos de quimioterapia e radioterapia, não são da região de Jaú. Uma parte vem, inclusive, de outros Estados.

No entendimento da secretaria, esses pacientes, ao invés de se deslocarem até Jaú, poderiam estar sendo atendidos em outros hospitais de referência em oncologia, como a Fundação Pio XII, de Barretos, e o Hospital AC Camargo, de São Paulo.

De acordo com o diretor superintendente do HAC, Antônio Luís Cesarino de Moraes Navarro, o assunto não chegou nem a ser comentado na reunião de anteontem entre a direção do hospital e representantes da secretaria.

Na reunião, o governo voltou a reconhecer a dívida que possui com o hospital pelos procedimentos realizados em agosto e setembro deste ano. Segundo o hospital, são cerca de R$ 1,2 milhão.

De acordo com a assessoria de imprensa do HAC, a secretaria teria informado que parte da dívida refere-se a procedimentos estratégicos, cujo pagamento é de responsabilidade do governo federal. Para poder repassar os recursos para o hospital, antes o governo paulista teria que receber os valores da União.

Quanto a outra parte da dívida, a assessoria do governo disse que será paga quando houver sobra de recursos. “Caso um outro hospital gaste menos do que o previsto (no orçamento), o excedente será repassado para o Amaral Carvalho”, explicou a assessoria.

Ainda segundo a assessoria, a secretaria se comprometeu a fazer o repasse do valor acima do teto dos procedimentos de radioterapia, de novembro. São cerca de R$ 40 mil e serão pagos na íntegra, de acordo com o governo.

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